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Parafraseando Vinícius de Moraes, hoje vamos falar da feiura das feministas abortistas e o quanto que este movimento é seletivo e intolerante não só à beleza, mas também à verdade e à bondade.
Para bem ilustrar nossa coluna, vamos nos valer do recente episódio que aconteceu com a modelo capixaba Lara Marina Soares Tosta, de 20 anos, que foi eleita Miss Brasil Supranational 2026, mas que teve o seu título destituído na última quarta-feira, dia 26.
Após ganhar o concurso nacional, Lara representou o Brasil na décima-sétima edição internacional, cuja etapa ocorreu na Polônia e conquistou o terceiro lugar na competição geral.
Entretanto, após retornar ao Brasil em agosto, a organização do Concurso Nacional de Beleza (CNB) a destituiu do título de miss “em razão do descumprimento de obrigações contratuais incompatíveis com a manutenção do título”.
O feminismo radical sempre está em contraposição a tudo o que é belo, bondoso e verdadeiro.
Segundo as notícias, nesse meio tempo, Lara se tornou mãe e seu contrato previa na cláusula 4.2 que as candidatas não podiam estar grávidas, sob pena de desclassificação imediata e o pagamento de indenização ao CNB em perdas e danos de um valor entre 5 e 100 mil reais.
A modelo se defendeu dizendo que no momento da assinatura do contrato, há dois anos, ela efetivamente não estava gestante, mas a empresa que organiza o concurso também alegou que houve uma falta de comunicação da candidata com a organização por mais de 24 horas e houve, ainda, a troca de um biquíni por um maiô sem autorização, fatores que levaram à quebra de contrato e à consequente revogação do título de miss.
Obviamente que o descumprimento destas obrigações acessórias elencadas pela empresa não ensejaria à destituição do título de miss, levando-nos a crer que o fator primordial para a imposição da penalidade foi, efetivamente, a gravidez recém-descoberta.
Em resumo, uma cláusula contratual absolutamente inconstitucional que é praxe nestes modelos de contrato e que é totalmente contrária aos direitos reprodutivos da mulher foi usada como justificativa para destituí-la de sua conquista e mesmo diante de tamanho absurdo, não vimos nenhum destes sites de radicais feministas denunciando esta aberração em suas páginas.
Ativistas protestando com cartazes e com os seios à mostra em frente à empresa, um abaixo-assinado virtual, passeatas ou qualquer outra manifestação a favor dos direitos reprodutivos das mulheres: nada disso foi visto por esses dias.
Mas a razão da inércia e da indiferença das feministas radicais tem uma explicação e ela está presente justamente naquilo que destacou Lara entre todas as outras concorrentes: a sua beleza.
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De fato, com sua gênese revolucionária, o movimento feminista radical repudia não somente aquilo que é belo, mas também a bondade e a verdade, conceitos fundamentais para a compreensão da realidade.
Como os adeptos deste movimento não acreditam que haja uma ordem e uma harmonia na criação, eles não conseguem conceber a existência do bem, pois não podem aferir se as coisas e os seres seguem as finalidades para as quais foram criados.
Da mesma forma, a verdade – que é a perfeição do ser, segundo sua relação com o intelecto – anda muito distante da lógica pragmática abortista feminista, que tudo distorce e falseia, apenas para atingir seus nefastos objetivos.
Por esta razão, o feminismo radical sempre está em contraposição a tudo o que é belo, bondoso e verdadeiro.
Além disso, diferentemente do que apregoam, as extremistas são seletivas e não defendem aquelas que fogem ao arquétipo revolucionário.
Por ser uma modelo que “obedece a padrões estéticos de controle do patriarcado” e por ter abraçado amorosamente sua maternidade, o caso da bela Lara Marina prova quão essas feministas radicais são feias e o quanto a feiura delas diz menos respeito aos seus traços e feições do que à própria horrorosidade da desordem e da mentira que habita em seus corações.
Imersas em uma ideologia que somente cultiva o ódio, valores como o belo, a verdade e o bem se mostram incompatíveis com tal escolha de vida e, por isso, independentemente de suas fisionomias, o fato é que uma feminista abortista, inevitavelmente, sempre será feia e a mulher que escolhe a maternidade – miss ou não – é de uma beleza incomparável.

Defensor Público Federal atuante no movimento pró-vida, integrante da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família, associado-fundador e membro da diretoria da Associação de Juristas Católicos de Brasília, autor de artigos científicos e acadêmicos na área de defesa dos nascituros. **Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião da Gazeta do Povo.



