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Design para melhorar o mundo

A abertura oficial do evento comemorativo dos 40 anos do Curso de Design na PUCPR, na noite de ontem, lotou o Tuca. Muitos alunos, ex-alunos, professores e profissionais da área assistiram a um evento bem organizado e que mais do que comemorar as quatro décadas tentou apontar alguns caminhos para o futuro. Foi esse o tom da festa. Fugiu da armadilha histórica sem deixar de homenagear os fundadores, decanos e alunos do curso.

O ponto alto foi a palestra de Fred Gelli, da Tátil design e professor da PUC-Rio. Sua empresa, que tem 25 anos no mercado, ganhou a concorrência com mais de cem agências para desenvolver a marca das Olimpíadas do Rio 2016.

Ele começou falando da influência da natureza no seu trabalho e da importância do profissional de design para tornar o mundo melhor. Falou sobre buscar inspiração na natureza e como não podemos deixar de usar esse “departamento de P&D de 3,8 bilhões de anos”. Propôs a busca pelo mínimo desperdício para atingir o máximo resultado. Para Gelli, é fundamental que olhemos para princípio da interdependência, segundo o qual tudo está de alguma forma interligado, e que cada intervenção que fazemos afeta todo o mundo a nossa volta. Ele lembrou que na natureza tudo tem um ciclo, e que precisamos pensar sobre isso ao desenhá-los. Portanto o designer tem a obrigação pensar em todo o ciclo do produto que desenha até o seu retorno para a natureza.

A marca

Segundo Gelli, a construção da proposta da logo das Olimpíadas foi um processo conjunto. A Tátil optou por envolver todos os colaboradores no processo. Todos mesmo (desde os criativos até a telefonista) dos dois escritórios, do Rio e o de São Paulo. Com reuniões semanais eles discutiam as propostas e apresentavam para que todos pudessem expressar suas opiniões.

A grande ideia de fazer uma marca tridimensional nasceu de um mergulho na praia de Ipanema “quando tirei o rosto da água percebi que o Rio é todo feito de formas geométricas e orgânicas, isso está a nossa volta. Por que não fazer uma marca tridimensional?”, contou Gelli.

Pela primeira vez na história dos jogos a marca ganhou mais uma dimensão e isso triplicou o potencial de faturamento com produtos decorrentes dela. Segundo ele, a expectativa passou de R$ 1 bilhão para R$ 3 bilhões.

 

Depois de todo esse processo, a Tátil também foi contratada para fazer a marca dos jogos Paralímpicos.  Seguiram na mesma linha, uma marca sensorial e tridimensional. A marca partiu da consciência da imensa força de vontade dos atletas paralímpicos e, no final, tomou a forma de um coração estilzado com uma das faces formando o infinito.

Que venham os jogos!

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