

Umberto Eco: pessoas querem ser desafiadas.
O blog publica a partir de hoje textos sobre alguns dos nomes que poderiam (deveriam?) ganhar o Nobel de Literatura de 2011, a ser anunciado no início de outubro.
Umberto Eco já deveria ter levado o Nobel. Tem uma obra para lá de consistente para justificar isso. Além dos seis romances que publicou (cinco saíram no Brasil), tem uma longa trajetória acadêmica. E é um belo cronista, também.
Eco é um intelectual daqueles. Com menos de 30 anos, era referência de erudição. Tenho impressão de que esse é o grande ponto da obra dele: é um sujeito que sabe muito sobre o mundo à sua volta. Tem coisas para contar sobre a Idade Média, sobre o mundo moderno, sobre o fascismo, sobre arte…
“O Nome da Rosa”, seu primeiro e mais conhecido romance, me parece até uma metáfora (involuntária) sobre quem é ele. Eco poderia ser o monge detetive da história. Um sujeito que se preocupa em saber tudo, mas com uma razão prática no fundo: quem saber para explorar o mundo, e dar soluções para o que está à sua volta. Mas, antes de tudo, quer saber.
Grande medievalista, também poderia ser comparado com o menino que aprende com o monge no livro: quer conhecer o que veio antes dele, aprender com quem sabe mais, com os grandes do passado.
Além de tudo, como ele consegue contar tudo com graça! Fala de polêmicas do século 13 com um jeito que parece que estamos lendo sobre a coisa mais simples e agradável do dia. As crônicas dos “Diários Mínimos”, então, são do melhor tipo: inteligentes, engraçadas…
A pergunta é: será que o pessoal da Suécia também acha isso?
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