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Quando a escola olha para a comunidade

  • PorInstitutoGRPCOM
  • 03/07/2014 10:18
Estudantes de colégios públicos de Curitiba participantes do projeto Corda Bamba, em atuação com a comunidade (Foto: Gazeta do Povo)
Estudantes de colégios públicos de Curitiba participantes do projeto Corda Bamba, em atuação com a comunidade (Foto: Gazeta do Povo)| Foto:
Estudantes de colégios públicos de Curitiba participantes do projeto Corda Bamba, em atuação com a comunidade (Foto: Gazeta do Povo)

Estudantes de colégios públicos de Curitiba participantes do projeto Corda Bamba, em atuação com a comunidade (Foto: Gazeta do Povo)

Em um mundo perfeito a escola poderia ser responsável somente por ensinar os conteúdos previstos – as famílias e a sociedade cuidariam do restante. No entanto, como vivemos no mundo real e muitos problemas sociais ecoam dentro das escolas, os profissionais da educação são chamados diariamente para resolverem problemas que vão além dos aspectos pedagógicos.

Como exemplo positivo de olhar para fora dos muros, cito o Colégio Estadual São Mateus, localizado em São Mateus do Sul, onde a Gente de Bem atua com o projeto Trabalhar & Crê-SER, apoiado pela Petrobras. A direção dessa escola é articulada com a polícia local, por exemplo, que além das rondas, para evitar o tráfico, faz trabalhos preventivos com os alunos.

Nessa escola, quando uma aluna do nosso projeto começou a ter notas baixas a mãe foi procurada. Eles descobriram que ela estava passando por uma situação difícil e o facilitador da nossa instituição foi chamado para poder apoiar a situação junto aos professores. Exemplo do trabalho em rede funcionando para o bem do aluno e de como os problemas da vida impactam no desempenho escolar.

Quando um adolescente desse colégio teve uma doença grave, que precisava de tratamento fora do país, o colégio se mobilizou e conseguiu arrecadar mais de R$10.000 para ele. Quando a enchente das últimas semanas destruiu as casas de muitos dos alunos da escola, mesmo sem aulas, a instituição foi arrecadar doações para os desabrigados.

Claro que uma escola que olha para os alunos e para a comunidade em que está inserida tem melhores resultados pedagógicos também. Para ter uma ideia, diversas famílias de alunos de colégios particulares acampam na porta da escola citada para tentar uma vaga para o filho, pois sabem dos resultados.

Esse envolvimento também cria um senso de pertencimento dos alunos, que sabem que seu colégio é especial. Quando esse sentimento existe o cuidado é maior e é observado no banheiro, nas carteiras e paredes que são simples, como em qualquer escola pública, mas conservadas e sem sinais de vandalismo.

Olhar para o ser humano que está na sala de aula é mais importante do que para o quadro negro. Esse olhar, que se inicia pela liderança, junto com trabalho, dedicação e articulação em rede, faz verdadeiros milagres nas escolas, comunidades e na vida dos alunos que por ali passam.

>> Artigo escrito por Luciano Diniz, coordenador geral da Associação Gente de Bem, instituição que desenvolve formações para adolescentes, educadores e familiares baseadas nas concepções de educação integral transformadora. A Associação Gente de Bem colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

>> Quer saber mais sobre educação, mídia, cidadania e leitura? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom

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