Mesmo hospitalizado na UTI, Jair Bolsonaro convocou para 7 de maio uma manifestação pacífica em Brasília, em defesa da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. A mobilização sairá da Torre de TV em direção ao Congresso Nacional e contará com a presença de Michelle Bolsonaro e dos filhos do ex-presidente, que o representarão no ato. A convocação foi divulgada em vídeo por Silas Malafaia, com apoio de parlamentares como Sóstenes Cavalcante e Gustavo Gayer. A manifestação ocorre em meio a críticas ao STF pela condenação considerada desproporcional de manifestantes como Débora dos Santos, que recebeu pena de 14 anos por pichar a estátua da Justiça. A oposição também contesta a intimação de Bolsonaro na UTI, dias após ele participar de uma live sobre capacetes de grafeno. O projeto de anistia segue travado na Câmara pelo presidente da Casa, Hugo Motta.
Bolsonaro apresenta defesa e questiona acesso a provas em ação no STF
Em sua defesa prévia apresentada ao STF nesta segunda (28), o ex-presidente Jair Bolsonaro reafirma sua inocência diante das acusações de tentativa de golpe de Estado em 2022. Internado na UTI após cirurgia, Bolsonaro foi notificado no hospital, procedimento que sua defesa classificou como desnecessário e contrário às normas legais. O advogado Celso Vilardi argumenta que o acesso completo às provas ainda não foi concedido, o que compromete o direito de ampla defesa. Bolsonaro indicou 15 testemunhas, incluindo o governador Tarcísio de Freitas e parlamentares aliados, e solicitou participação ativa nas audiências dos demais investigados. A defesa também pede perícias e novos requerimentos após acesso integral ao material probatório.
Projeto de Alcolumbre para esvaziar PL da Anistia
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), deve apresentar em maio um projeto de lei que tem como principal objetivo esvaziar o PL da Anistia, em discussão na Câmara. A proposta, elaborada em parceria com o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), prevê mudanças na Lei do Estado Democrático de Direito e no Código Penal para permitir penas mais individualizadas aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. A iniciativa surge após críticas da oposição, que questiona a rigidez das condenações do STF e pede punições proporcionais. A apresentação do projeto por Alcolumbre dá peso político à proposta, vista como alternativa institucional que evita atritos entre os Poderes. Caso aprovada, a nova lei poderá beneficiar apenas condenados por crimes de menor gravidade, reduzindo o alcance do PL da Anistia defendido por parlamentares bolsonaristas.
Deputado propõe medidas para investigar asilo diplomático e uso de recursos públicos
O deputado federal Evair de Melo (PP-ES) apresentou diversas medidas para investigar o asilo diplomático concedido pelo governo Lula à ex-primeira-dama do Peru, Nadine Heredia. Ele solicitou a convocação do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para esclarecer os critérios e motivações por trás da concessão do asilo. Também protocolou requerimentos nas Comissões de Relações Exteriores e de Fiscalização Financeira e Controle para investigar o uso de recursos públicos, como aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB), no transporte de Heredia, e sugeriu à Procuradoria-Geral da República (PGR) a abertura de investigação por possíveis ilegalidades.
STF mantém prisão de Fernando Collor por 6 votos a 4
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por 6 votos a 4, manter a prisão do ex-presidente Fernando Collor. A decisão foi tomada em um referendo da ordem expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, concluído nesta segunda-feira (28) no plenário virtual. Collor, condenado em 2023 a 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em um caso relacionado à BR Distribuidora e UTC Engenharia, cumpre pena desde sexta-feira (25) no Presídio Baldomero Cavalcanti de Oliveira, em Maceió (AL).
O voto de Moraes, pela manutenção da prisão, foi seguido por ministros como Flávio Dino, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Já os ministros André Mendonça, Gilmar Mendes, Nunes Marques e Luiz Fux divergiram e votaram pela revogação da prisão. A defesa de Collor pediu sua transferência para prisão domiciliar devido a comorbidades, como Parkinson e transtornos de saúde. Moraes solicitou a apresentação de documentos médicos para avaliar a mudança.
Seleção Brasileira pode adotar uniforme vermelho
A Seleção Brasileira pode quebrar uma tradição de 68 anos ao adotar o vermelho como cor para o seu segundo uniforme, uma mudança que está sendo especulada após um site especializado divulgar que a Nike, por meio da linha Jordan, seria a responsável pelo novo modelo. O estatuto da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) define que os uniformes da Seleção devem seguir as cores da bandeira do Brasil – azul, verde, amarelo e branco. No entanto, o regulamento permite variações nas cores, desde que sejam modelos comemorativos aprovados pela diretoria da CBF. Esse tipo de mudança já aconteceu anteriormente, como em 2023, quando a Seleção usou um uniforme preto em um jogo contra a Guiné, com a intenção de apoiar a luta contra o racismo. Caso o novo uniforme seja aprovado, ele representaria uma grande quebra na tradição dos uniformes da Seleção Brasileira, mas dentro das regras estabelecidas pelo estatuto.
Pesquisa aponta Bolsonaro à frente de Lula para 2026, mas no cenário sem ele, Lula se destaca
Uma pesquisa do instituto Gerp, divulgada em 29 de abril, mostra que Jair Bolsonaro (PL) venceria Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caso a eleição de 2026 fosse antecipada, com 37% das intenções de voto contra 30% de Lula. Bolsonaro lidera desde janeiro, e a vantagem se mantém em todas as rodadas, mesmo com margem de erro de 2,24%. Na pesquisa espontânea, Bolsonaro tem 23%, enquanto Lula aparece com 18%.
Sem Bolsonaro, Lula venceria com facilidade, com 30% das intenções de voto, seguido por Tarcísio de Freitas com 19%. Em um cenário sem Lula e Tarcísio, Lula ainda venceria com 29%, empatando tecnicamente com Michelle Bolsonaro (27%).
Sem Lula, Bolsonaro venceria Ciro Gomes com 36%, enquanto Tarcísio e Eduardo Bolsonaro teriam dificuldades contra Ciro. Michelle Bolsonaro lidera no cenário sem os dois, com 28% contra 18% de Ciro.
Em relação aos substitutos, Tarcísio é o preferido para substituir Bolsonaro, enquanto Fernando Haddad lidera como possível substituto de Lula. A aprovação do governo Lula é de 33%, com 57% desaprovando. Quanto à anistia dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, 40% são favoráveis e 40% contrários.
Apresentado por Mariana Braga e Frederico Junkert, o programa Entrelinhas vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 15h, no canal da Gazeta do Povo no YouTube. Com foco nos bastidores do poder, o programa traz análises, bastidores e debates que ajudam a entender o que realmente está em jogo em Brasília.




