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Entrevista

Flávio Bolsonaro: “Chefes de facções precisam ficar 80 anos presos”

Flávio Bolsonaro comemora decisão dos EUA de classificar PCC e CV como terroristas
Flávio Bolsonaro se reuniu com Donald Trump dois dias antes do anúncio feito pelo secretário de Estado, Marco Rubio. (Foto: EFE/André Borges)

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Após os Estados Unidos classificarem facções criminosas brasileiras como organizações terroristas, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou, em entrevista à coluna Entrelinhas e à equipe do programa Sem Rodeios, que a segurança pública será o principal eixo de sua plataforma política.

O parlamentar destacou sua recente viagem aos Estados Unidos e afirmou ter fortalecido interlocuções com o governo de Donald Trump. Segundo ele, a agenda serviu para demonstrar que parte dos brasileiros não concorda com a postura do atual governo federal em relação ao crime organizado. “Foi importante para deixar claro que os brasileiros não concordam com um presidente que defende e faz lobby pelo PCC e pelo Comando Vermelho”, declarou.

Ao defender uma atuação conjunta entre países no enfrentamento às organizações criminosas, Flávio afirmou que o Brasil ocupa posição estratégica nesse cenário. “O Brasil é uma peça-chave para os americanos no enfrentamento ao narcoterrorismo”, disse. Para o senador, as facções devem ser tratadas não apenas como uma ameaça à segurança pública, mas também à soberania nacional e à estabilidade internacional. “Precisamos trabalhar para devolver a verdadeira soberania para o nosso povo brasileiro”, acrescentou.

Entre as propostas apresentadas, o pré-candidato destacou o endurecimento da legislação penal para líderes de facções criminosas. Segundo ele, uma das medidas seria ampliar o tempo de encarceramento de chefes de organizações ligadas ao narcotráfico, permitindo penas de até 80 anos de prisão.

“Se em dois dias fizemos mais do que o PT nas últimas duas décadas, tenho certeza de que poderemos fazer muito mais pelo país”, afirmou.

Flávio reconheceu a complexidade do combate às organizações criminosas, mas disse acreditar na capacidade de estruturar um governo disposto a enfrentar o problema de forma contundente. Segundo ele, o objetivo seria combater um sistema que atua “de forma agressiva e desleal”, com foco "na restauração da paz e da segurança para a população brasileira".

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