As empresas têm buscado ampliar seu papel social. Se antes entendia-se que com o pagamento de impostos, salários de funcionários em dia e campanhas de doações uma vez ao ano a empresa cumpria seu papel social, atualmente analisa-se os impactos de suas atividades e buscam atuar de forma pró-ativa na reversão e na prevenção desses impactos.
A característica do ativismo social empresarial no modelo filantrópico se baseia na relação de clientelismo ou paternalismo, onde se cria uma relação de dependência: “o dominante detém o recurso ao qual o dominado não tem acesso, mas lhe é necessário (BEGHIN, 2005, p. 49)”. A palavra filantropia, que em grego quer dizer philos (amor) e antropos (homem), significa amor do homem pelo ser humano. As ações conduzidas por esta via geram resultados temporários e paliativos, de impactos imediatistas, que acabam tornando dependentes os beneficiários da ação.
Assim, a filantropia empresarial, é uma atividade pontual que não visa a sustentabilidade dos negócios. Está ligada a uma dívida pessoal do empresário com as mazelas sociais, onde “a responsabilidade da empresa se encerra no ato de doar e não existem grandes preocupações com a rentabilidade social do desembolso (ROITTER, 1996, apud BEGHIN, 2005, p. 53)”.
Já o investimento social privado, segundo o GIFE: “[…] é o repasse voluntário de recursos privados de forma planejada, monitorada e sistemática para projetos sociais, ambientais e culturais de interesse público (GIFE, 2010)”. É diferente da ação filantrópica ou assistencialista. O Investimento Social Privado preocupa-se não somente com a forma e lugar onde o dinheiro será investido (ação planejada), mas também com o resultado desse investimento (monitoramento e avaliação).
Fontes:
BEGHIN, Nathale. A filantropia empresarial: nem caridade, nem direito.
http://site.gife.org.br/. Grupo de Insitutos Fundações e Empresas.
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