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Existe, afinal, Baixa Gastronomia no Batel?

Guilherme Caldas
Pastel na feira? BG, com certeza.

Um dos pontos do Estatuto da Baixa Gastronomia reza que, para ser BG, o lugar não pode estar no Batel. Claro que o estatuto é muito mais uma brincadeira do que algo para ser levado ao pé da letra (aliás, quem quiser pode ler o texto original do André Barcinski falando da Culinária Ogra aqui), mas, mesmo assim, o assunto volta e meia surge no grupo da Baixa Gastronomia. Dito isto, nossa amiga Isabela Sperandio nos trouxe este texto, argumentando que Batel também tem Baixa Gastronomia, oras…

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Guilherme Caldas
Durva: porto seguro dos notívagos do Batel.

Falei [no grupo] que acho um preconceito dizer que no Batel não tem BG. Falei isso pq acho, impulsivamente, que é preconceito generalizar qualquer coisa.

Depois desse impulso, refleti um pouco… Afinal, existe ou não existe?

Foi no Batel que eu provei o querido x-salada do Beto Lanches, personagem da juventude do meu velho pai. Um x-salada inesquecível, com triplo queijo e presunto na chapa, muitas folhas de alface fresca e hamburguer gorduroso. O Beto Lanches desapareceu. Mas ainda lembro do seu x-salada perfeito.

Também foi nesse bairro que eu ganhei centenas de garrafinhas da saudosa fábrica da Gasosa Cini, infeliz vítima da expeculação imobiliária, mas eterno símbolo da BG Curitibana.

Ainda existe BG no Batel?

Sim. O churros que eu como com meu sobrinho na saída do Dom Bosco – ex fábrica da Cini – é BG.

A feirinha do Batel é BG.

A Casa das Massas, na frente do bonito edifício do colégio Paranaense, vende um empadão daqui, ó. Mais barato impossível e tão gostoso quanto o da minha avó.

Guilherme Caldas
Chinatown: BG oriental com comida farta, precinho camarada e atendimento simpático.

A massa é caseira e boa pra xuxu e o pessoal atende com gentileza.

Aquela Confeitaria Holandesa, meio feia, na frente do posto, tem um monte de coisas de BG: coxinha, empadinha, brigadeiro.
E a distribuidora de bebidas onde minha mãe ia, ali na Silva Jardim, é a alimentadora dos churrascos da minha casa. Churrascos baixo gastronômicos, é claro.

Talvez essa seja uma reflexão romântica, porque muitos desses lugares apenas existem na memória da minha infância querida…. coisa que sei que acontece com muitos dos baixogastronomeiros desse grupo. Sonhadores e rebeldes, românticos incuráveis, saudosos da época em que o Mc Donald´s era coisa de gringo.

Enfim. Aqui deixo por aqui este manifesto. A expeculação imobiliária matou muitas das nossas memórias vivas no antigo bairro do Batel. Não deixemos que o preconteito desvie o nosso caminho dessa região que viu nascer tantos símbolos da nossa cidade.

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Sabia que existe também um Mapa da Baixa Gastronomia curitibana?

Guilherme Caldas
Batel, bairro de nobres engenheiros, bacharéis, diplomatas…

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