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Guilherme Macalossi

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Guerra

O ataque ao Irã e a imprensa como idiota útil dos aiatolás

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O presidente Donald Trump durante pronunciamento na Casa Branca poucas horas após os ataques dos EUA a instalações nucleares do Irã, no sábado (21). (Foto: Carlos Barria/EFE/EPA)

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Autorizada por Donald Trump, uma frota de aviões B2-Spirit cortou os céus do mundo em direção ao Oriente Médio. Os alvos eram as instalações nucleares secretas de Natanz, Isfahan e Fordow, no Irã. As aeronaves despejaram toneladas de bombas de alta precisão nas instalações do regime xiita que enriqueciam urânio. Depois do ataque, Trump anunciou que o programa nuclear iraniano havia sido “obliterado”. As imagens de satélite evidenciam o nível de devastação causado. Uma vitória contundente do Ocidente contra um de seus piores inimigos.

Na última sexta-feira, escrevi na Gazeta do Povo que “por tempo demais o mundo livre conviveu com a ameaça de um Irã nuclear”, e que o “caminho do diálogo, das sanções e dos acordos levou ao impasse perigoso em que o mundo se encontra no Oriente Médio”. Apontei também que os americanos não podiam se furtar ao seu papel nessa “guerra civilizatória” e que “nunca antes os Aiatolás se encontraram tão enfraquecidos’. A hora não era “de hesitação, e sim de colocar um ponto final no programa nuclear iraniano, bem como no regime opressivo que o idealizou para seus propósitos genocidas”. Felizmente, foi o que começou a desenrolar no sábado, na já histórica operação Midnight Hammer. Teve gente que fez cara feia.

Segundo o raciocínio muito de peculiar de alguns luminares, o bombardeio das usinas e a destruição de suas estruturas deixa o Irã mais próximo de ter uma bomba nuclear. Como isso se dá é um mistério. Analistas, tentando disfarçar a torcida com um tom severo de alerta, afirmaram que a resposta do regime seria mais econômica do que militar. “Eles podem fechar o estreito de Ormuz”, ouvi alhures. Sim, mas por quanto tempo? Tal medida, por óbvio, afetaria mais os países da região do que os Estados Unidos. Arábia Saudita, Rússia e, principalmente a China, não ficariam indiferentes aos prejuízos potenciais. E até parece que no Pentágono ninguém pensou em tal possibilidade.

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A pergunta objetiva que nenhum deles é capaz de responder é a seguinte: com a destruição das instalações nucleares iranianas o mundo está mais ou menos seguro? Alguns, é bem verdade, até perguntam por que o Irã não teria direito a armas nucleares, já que EUA e provavelmente Israel já as possuem. Acham que isso restabeleceria o “balanço de poder” global. Daria, isso sim, os instrumentos para que os aiatolás explodissem uma ogiva em Tel Aviv, Jerusalém ou até mesmo mais além.

Fora os aiatolás, e talvez o ditador russo Vladimir Putin, só alguns jornalistas e analistas europeus e das américas acharam ruim que os Estados Unidos tenham participado da ação militar. A cegueira ideológica e a paixão militante em defesa de um pacifismo irresponsável os conduzem a tomar por informação o que não passa de propaganda iraniana. O ódio que estes nutrem por Trump e pelo governo israelense é tanto que os faz ignorar a dimensão que o conflito assume na geopolítica. Se converteram em idiotas úteis que acabariam enforcados como infiéis se os xiitas triunfassem.

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