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Petraglia põe a faca no pescoço de Richa e Fruet. E nos lembra como o acordo da Arena é malfeito

Antes de a reunião do Conselho Deliberativo do Atlético acabar em confusão, Mario Celso Petraglia atualizou para o parlamento rubro-negro a situação da Arena da Baixada: custo de R$ 346,2 milhões, Atlético banca apenas um terço do valor, Beto Richa garantiu que o estado pagará sua parte, Gustavo Fruet foi acusado de má vontade com o clube. Pulo o custo para ir aos outros pontos.

 

A popularidade de nenhum político anda em alta hoje em dia. Mas Fruet é o único envolvido no processo com eleição para daqui a pouco mais de um ano. E não é uma perspectiva boa receber o rótulo de ter “má vontade” com um clube que detém a torcida de mais de 20% dos curitibanos. Obviamente a totalidade da torcida do Atlético não vai embarcar na tese da má vontade, mas uma boa parcela vai atrelar à atitude do prefeito qualquer atraso ou dificuldade do Atlético em honrar seus compromissos.

 

Para Beto Richa, a menção de Petraglia não poderia vir em pior hora. Falar que o governador que deixou o estado em delicada situação financeira – e liga o trator para sair de lá – prometeu pagar sua parte soa quase a provocação. E do jeito que Petraglia colocou, não deixa claro se a parte que Beto Richa se compromete a pagar é um terço em cima da conta final ou um terço em cima dos cabalísticos R$ 184,6 milhões. A diferença é de R$ 53,5 milhões. Pouco mais de 10% do dinheiro que o governo estadual sacou da Paraná Previdência. Aparentemente não é muito, mas dentro do cenário atual, qualquer centavo a mais que o governo estadual assuma gastar que não seja com o essencial tem poder de pólvora.

 

Na prática, porém, Richa e Fruet estão sendo ameaçados por um monstro que ajudaram a criar. Richa era prefeito quando a operação Copa começou e governador quando ela terminou. Fruet pegou o bonde quase descarrilando a dois anos do Mundial. Nenhum dos dois assinou o acordo tripartite que estipulava a divisão em cima do orçamento de R$ 184,6 milhões (Ducci e Pessuti deram a canetada). Mas ambos tiveram tempo e poder para articular uma revisão do acordo que deixasse totalmente claro quem absorveria qualquer aumento de orçamento – se valeria a divisão tripartite ou se valeria outro critério. Agora, terão mais esse esqueleto para tirar dos seus abarrotados armários.

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