O cenário político internacional, marcado recentemente pela libertação do povo iraniano após 47 anos de ditadura e pela captura de Nicolás Maduro, na Venezuela, pelo exército americano, tem servido de combustível para manifestações no Brasil. Movimentos de rua buscam a libertação do país de um regime composto pelo PT e pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A jornada "Acorda Brasil"
Neste início de 2026, a insatisfação popular culminou em uma série de caminhadas de protesto que percorreram centenas de quilômetros. O movimento ganhou força com a iniciativa do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que realizou uma jornada de sete dias pela BR-040, partindo de Minas Gerais em direção a Brasília. A caminhada, batizada de "Acorda Brasil", percorreu 255 km e mobilizou multidões ao longo do trajeto, visando reocupar as ruas e exigir o fim da "ditadura da toga".
A mobilização se estendeu para o Sul do país através de um sistema de revezamento de uma bandeira do Brasil assinada por parlamentares e apoiadores. O trajeto incluiu Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
Manifestação na Paulista e pautas do movimento
O ápice desta jornada ocorreu no dia 1º de março, em uma grande manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo. Na ocasião, a bandeira brasileira foi entregue novamente a Nikolas Ferreira (PL-MG), simbolizando a união nacional em torno de pautas como a anistia para os presos do 8 de janeiro, a libertação do ex-presidente Jair Bolsonaro e o impeachment de ministros do STF.
Os manifestantes alegam que o Brasil possui milhares de exilados e presos políticos — cerca de 2.300 apenas pelo 8 de janeiro — e criticam a censura imposta a jornalistas e influenciadores digitais. O movimento defende que o Congresso Nacional deve agir para fiscalizar abusos de autoridade e garantir julgamentos justos. A expectativa dos organizadores é sensibilizar os parlamentares ou, caso contrário, buscar uma resposta nas urnas nas eleições de outubro.




