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Economia cresceu 5% no primeiro trimestre de 2021, o que recupera todo o desastre do ano passado e vai ainda adiante.| Foto: Anamul/Unsplash

Eis aí: a economia brasileira vai crescer com força este ano, pela primeira vez desde o começo do governo do presidente Jair Bolsonaro. Após os horrendos resultados de 2020, quando o país recuou 4% por causa da paralisação radical da atividade econômica trazida pela Covid, aqui e no resto do mundo, esperava-se por um desastre semelhante em 2021; afinal, o ano começou com o “lockdown” à toda, para a alegria das “autoridades locais” e para todos os que querem que Bolsonaro vá embora do governo o mais cedo possível. Muita gente, na verdade, rezava pela continuação da desgraça em 2021 e, se possível, para 2022, quando a eleição presidencial seria feita com a economia em ruínas.

Não é isso que está acontecendo. Ao encerrar-se o primeiro trimestre do ano ficou claro que a recuperação não apenas tinha começado, mas vinha forte — 5% de crescimento em 2021, o que recupera todo o desastre do ano passado e vai ainda adiante. Seria um número “bolha”, destinado a desfazer-se nas previsões seguintes? Pelo jeito não. Segundo o último cálculo do Banco Central, os dados são bons para todo o semestre; o crescimento deste ano, com base no que aconteceu até agora, deve ser de 5,2%, o maior dos últimos onze anos.

É natural, com a progressiva retomada da produção, que os números sejam altos — afinal, o percentual de aumento está sendo feito sobre uma base muito baixa. Mas é indiscutível que o Brasil voltou a funcionar, e que está melhor do que estava.

O desastre provocado pela pandemia da Covid foi para ninguém botar defeito, sobretudo no mercado de trabalho; o fechamento geral do “fique em casa”, para ficar num exemplo só, levou o desemprego para as vizinhanças dos 15%, piorando ainda mais os 14% atingidos no auge da recessão de Dilma Rousseff. Mas já neste primeiro semestre de 2021 foram criados 1,2 milhão de empregos com carteira assinada; são postos de trabalho recuperados, e se a retomada continuar nesse ritmo, não há como não haver consequência na economia.

O ano não acabou, é claro, e o ano-chave de 2022 ainda nem começou. Para 2021 ter 5,2% de crescimento, o segundo semestre terá de repetir o primeiro; para o ano da eleição ser forte, será preciso repetir 2021. Cada vez mais, daqui para a frente, a política terá de prestar atenção ao que está acontecendo não apenas no seu mundinho, mas também no front da economia.

gazetadopovo

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