
“O futebol paranaense não existe. Existe o futebol curitibano. O Londrina teve uma sobrevida, mas desconfio, vamos ver até onde suporta. O futebol curitibano retrocedeu. Até 2000, o Atlético foi campeão nacional, vice na Libertadores. Agora, se recuperou um pouco com os dois vices na Copa do Brasil do Coritiba. O primeiro fator para que cresça é que [os dirigentes] se deem, possam sentar juntos para tomar um café. Esse processo de conversa é necessário. Aqui, vai se discutir um estádio para o Atletiba, parece novela mexicana”.
Palavras de Alex, o garoto de ouro que voltou à sua terrinha pra abalar os pilares que sustentam a burrice e o provincianismo com que tratamos nosso futebol – na verdade a produção cultural de um modo geral.
O dia que Alex deixar o futebol e for o presidente do Coxa – o que vai acontecer -, tomara que pelos lados da Baixada e Capanema também haja caras do mesmo naipe pra sentarem juntos à mesa prum café e papo franco, de coirmão pra coirmão, como prega Alex e sempre defendi aqui e ali.
Claro, estamos bem acima da Paraíba e Sergipe, por exemplo, mas certamente com esta mudança de mentalidade o futebol paranaense daria um pequeno passo pra em seguida dar um grande salto e tornar-se verdadeiramente uma grande potência do futebol brasileiro.
E disputar pau a pau títulos com SP, RJ, RS e MG.



