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As despesas da Câmara com verba de gabinete, paga aos secretários parlamentares que trabalham nos gabinetes dos deputados, somaram R$ 778 milhões em 2025. Os servidores efetivos da Câmara receberam mais R$ 1,33 bilhão. Os servidores com cargo de Natureza Especial acrescentaram mais R$ 217 milhões, totalizando R$ 2,3 bilhões. Contando com os salários dos 513 deputados, no valor de R$ 309 milhões ao ano, a conta fecha em R$ 2,6 bilhões. Quem paga é o contribuinte.
Mas houve outras despesas pesadas, como a Cota para o Exercício do Mandato — R$ 213 milhões. A maior parte, de R$ 102 milhões, foi destinada à divulgação do próprio mandato, para garantir a reeleição. O aluguel de veículos, incluindo modelos de luxo como a caminhonete Hilux, custou R$ 42 milhões. Fora do Cotão, sobraram ainda R$ 8,2 milhões para gastar em viagens ao exterior e R$ 5,2 milhões de auxílio-moradia.
Onde atuam os servidores efetivos
Os servidores efetivos, concursados, com estabilidade no emprego, têm os maiores salários e contam com algumas fontes de renda. A principal é a "remuneração fixa", num total de R$ 1 bilhão em 2025. Os "cargos em comissão" renderam mais R$ 138 milhões. As "vantagens de natureza pessoal" somaram R$ 97 milhões; os "auxílios", mais R$ 59 milhões.
Os 270 servidores efetivos lotados nas Lideranças Partidárias receberam juntos R$ 154 milhões. Os 227 efetivos que trabalharam na Consultoria Legislativa levaram R$ 120 milhões. Duzentos servidores efetivos lotados nas comissões contaram com R$ 108 milhões. Na Mesa Diretora, foram acomodados 62 ocupantes de cargos de natureza especial, num valor anual de R$ 9,6 milhões. Eles assessoram o presidente, os vices, os secretários e os suplentes da Mesa.
Qual partido levou mais recursos
As Lideranças Partidárias receberam R$ 150 milhões, considerando apenas as verbas pagas a servidores efetivos. A Liderança do PT levou R$ 7,4 milhões, mas as Lideranças do Governo e da Maioria contaram com mais R$ 4,7 milhões. As Lideranças da Oposição e da Minoria receberam R$ 6,2 milhões. A Liderança do Partido Republicano recebeu R$ 11,5 milhões. A Liderança do PSD, R$ 11,7 milhões; o PP, mais R$ 12 milhões. O PL, maior partido na Câmara, levou R$ 12,7 milhões; a Liderança do União Brasil, R$ 14,2 milhões.
Considerando as áreas de atuação, vejamos as maiores rendas. Os servidores lotados na Mesa Diretora receberam R$ 47 milhões. Só os servidores da Presidência levaram R$ 14 milhões. Os servidores da Secretaria Geral da Mesa, que organizam o processo legislativo, receberam R$ 39 milhões. Os lotados na Secretaria de Apoio Parlamentar, mais R$ 22 milhões. Os 124 servidores da Biblioteca receberam R$ 66 milhões. Alguns dados curiosos: os 5 servidores da Secretaria da Transparência contaram com apenas R$ 2,6 milhões. Os 8 servidores da Secretaria da Mulher levaram R$ 4 milhões.
De Natureza Especial
Além dos cargos efetivos, a Câmara conta com 1.691 cargos de Natureza Especial — de livre nomeação e sem estabilidade. Em 2025, esses servidores receberam um total de R$ 217 milhões. Os 509 servidores lotados em Lideranças Partidárias somaram R$ 73,3 milhões. Os servidores lotados na Liderança do PT receberam R$ 10,4 milhões. Os acomodados na Liderança do Governo receberam mais R$ 1,9 milhão. Na Liderança da Minoria na Câmara, apenas 3 servidores receberam R$ 437 mil. Na Liderança da Minoria no Congresso, apenas 1 servidor recebeu R$ 56 mil.
A Liderança dos Republicanos contratou assessores no total de R$ 9,1 milhões. Na Liderança do MDB, foram R$ 7,9 milhões; na Liderança do PL, R$ 6,7 milhões — o mesmo valor pago na Liderança do União Brasil. O PSOL está crescendo: contratou 23 servidores por R$ 4 milhões. O PCdoB gastou R$ 2,8 milhões. O Novo pagou R$ 1,15 mil a 7 servidores.









