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Lúcio Vaz

Lúcio Vaz

O blog que fiscaliza o gasto público e vigia o poder em Brasília

Passagens e hotéis de luxo

Viagens internacionais de Lula somaram R$ 52 milhões em 2025

Apesar das viagens numerosas, com muitos convidados, o governo continua dificultando o acesso aos detalhes. (Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República)

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As viagens internacionais do presidente Lula em 2025 custaram R$ 52 milhões aos cofres públicos. Só as hospedagens em hotéis sofisticados somaram R$ 20 milhões; os aluguéis de veículos, alguns blindados, mais R$ 21 milhões; as diárias e passagens, mais R$ 5,3 milhões. A viagem mais cara foi para Paris e Nice: R$ 7,4 milhões, sendo R$ 6,3 milhões gastos em hospedagem. Mais R$ 1 milhão foi gasto com diárias e passagens.

As diárias e passagens atendem aos servidores que viajam ao exterior para acompanhar visitas oficiais do presidente Lula a outros países. Não estão divulgadas as despesas com o avião presidencial – que estão sob sigilo, por questões de segurança do presidente. Autoridades e convidados também viajam na aeronave oficial.

Há outras despesas um pouco menores, como contratação de intérpretes (R$ 1,5 milhão), aluguel de salas (R$ 1,9 milhão), aluguel de escritórios (R$ 1,7 milhão). As despesas com diárias no exterior ficaram em R$ 2 milhões, e as passagens chegaram a R$ 3,3 milhões. Há despesas estranhas, como aluguel de equipamentos de cozinha (R$ 8,4 mil), oferenda floral (R$ 1 mil), cerimonial (R$ 191) e comissaria (R$ 234 mil) – refeições a bordo.

A despesa em detalhes

O governo Lula continua dificultando o acesso aos detalhes das viagens. Os valores das hospedagens estão em reais, mas dados como aluguel de veículos, intérpretes e TI são entregues na moeda do país visitado. É necessário fazer a conversão um por um. A viagem de Lula para Nova York custou R$ 2,9 milhões em hospedagem e R$ 3,3 milhões em aluguel de veículos – dois deles blindados. A visita de Lula a Moscou e São Petersburgo custou R$ 1,9 milhão em hospedagem e R$ 1 milhão com aluguel de veículos.

O embaixador do Brasil na Federação da Rússia e Rosângela Lula da Silva, a Janja, estiveram lá para “promover agendas brasileiras nas áreas sociais, educacionais e culturais”. A primeira-dama normalmente abre a lista de convidados nas viagens de Lula. Além de ministros e parlamentares, líderes sindicais estão entre os convidados. Na viagem a Pequim, em maio, com 11 ministros, os presidentes da Câmara e do Senado e dois governadores, Janja abre a comitiva oficial, sem ônus, como sempre.

O deslocamento para Hanói custou R$ 938 mil com hotel e R$ 144 mil em aluguel de veículos. A viagem a Tóquio foi pesada: R$ 1,4 milhão com hospedagem e R$ 2,4 milhões com aluguel de veículos. Na viagem a Roma, em outubro, foram gastos R$ 909 mil com hospedagem e R$ 1 milhão com aluguel de veículos. Na visita a Pequim, a hospedagem custou R$ 704 mil; os veículos, mais R$ 736 mil; as diárias e passagens, R$ 1,1 milhão.

Presidência responde

Questionada pelo blog sobre a importância dessas viagens, a Presidência da República afirmou que, entre 2023 e 2025, “a política exterior brasileira consolidou-se como um dos pilares do projeto de reconstrução nacional liderado pelo presidente Lula. A intensa agenda internacional – marcada por reuniões, visitas oficiais e encontros com chefes de Estado e de governo – refletiu a retomada do diálogo em alto nível, a reconstrução de pontes com parceiros estratégicos, a ampliação da capacidade de articulação política, econômica e diplomática e a defesa da soberania e das instituições democráticas do país.

Ao longo desses três anos, o presidente Lula realizou 61 missões oficiais ao exterior, recebeu 32 chefes de Estado e de governo no Brasil, manteve 190 encontros bilaterais à margem de eventos multilaterais e fez 79 telefonemas com líderes internacionais, incluindo presidentes eleitos antes da posse e autoridades comunitárias europeias.

Os encontros bilaterais e as interlocuções diretas com lideranças mundiais fortaleceram a imagem do Brasil como ator confiável no cenário internacional, comprometido com a paz, o multilateralismo, a cooperação entre as nações e o desenvolvimento sustentável. Essa atuação contínua ampliou o protagonismo brasileiro, criando condições favoráveis para a abertura de mercados, o crescimento recorde das exportações, a atração de investimentos e a defesa dos interesses nacionais”.

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