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Luís Ernesto Lacombe

Luís Ernesto Lacombe

Direita fragmentada

A união dos conservadores ainda é possível

união da direita
União da direita e dos conservadores contra o PT é não apenas possível, mas necessária. (Foto: Imagem criada utilizando Google Flow/Gazeta do Povo)

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Não é cada um por si. Jamais será. Há um país para salvar, e isso envolve um esforço conjunto de todos nós. Com honestidade, transparência, clareza, com empenho e esforços hercúleos dentro da legalidade. Se erramos, não podemos demorar a buscar a correção, reconhecendo obrigatoriamente a falha, pedindo desculpas e tomando o rumo certo. Não importa quem errou primeiro, quem agiu de forma reativa. É preciso que haja conversas até que se chegue a um acerto sobre o objetivo comum e os meios para atingi-lo. Em qualquer aspecto, o egoísmo costuma ser destruidor, mais ainda quando se trata de política.

Não pode haver vozes isoladas entre aqueles que, teoricamente, estão do mesmo lado. A vaidade individual, o orgulho cego, a incapacidade de se entregar a um diálogo franco, isso já nos levou a uma situação extremamente grave. Há uma convergência possível muito clara. Há conversas inadiáveis. Tem de ser agora, ou será mesmo tarde demais. A união exige um exercício profundo de humildade, de responsabilidade, e dignidade, e coragem. A salvação do Brasil exige a soma real de todos os braços disponíveis, descartado, por certo, aquilo que parece agora “solução” e que o tempo tratará de esfarelar.

Sou a favor das pontes entre os conservadores, os conservadores de verdade. E quem são eles? Onde estão? Ao limbo com os fingidos

Os inimigos estão identificados faz tempo: o PT e seus partidos aliados, os tiranos do STF, os presidentes das casas legislativas, o procurador-geral da República, o diretor-geral da Polícia Federal... E não podemos aceitar alianças com gente da mesma laia para “enfrentar” essa turma. Seria trair nossos princípios, correndo um risco enorme, sem nenhuma garantia de que aqueles trazidos para a nossa trincheira merecem realmente a nossa confiança. Nada nos garante que não seremos traídos de forma cruel. Não, nem numa guerra vale tudo. É necessário entender que há certos aliados momentâneos que não abrem mão das ideias furadas que combatemos e, como prováveis inimigos futuros, não podem ser alimentados por nós.

Sou a favor das pontes entre os conservadores, os conservadores de verdade. E quem são eles? Onde estão? Ao limbo com os fingidos, os que mal se disfarçam. Quem será o Winston Churchill nessa guerra? Pode haver mais de um... Quem é o Josef Stalin? Pode haver mais de um... Não adianta querer construir pontes impossíveis. É preciso haver clareza sobre o que queremos, sobre cada passo que será dado. O futuro que nunca chega continua em nossas mãos. Temos de entender quem é quem e separar o joio do trigo. E, então, poderemos seguir o que Jesus ordenou: “Ajuntai primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; o trigo, porém, recolhei-o no meu celeiro”.

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Conteúdo editado por: Marcio Antonio Campos

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