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Reflexões sobre princípios e cidadania

O fundo do poço das Big Techs tem subsolo, mas Austrália quer acabar com a festa

Nascem na mesma semana a ideia de regulamentação de algoritmo e a seita mística Sabmyk, mais alucinada que QAnon.

  • Madeleine LacskoPor Madeleine Lacsko
  • 12/02/2021 15:21
O fundo do poço das Big Techs tem subsolo, mas Austrália quer acabar com a festa
| Foto: TheDigitalArtist/Pixabay

O governo da Austrália acaba de tomar a mais importante iniciativa do mundo de regulamentação de Big Techs, já atravessou a fase de ouvir especialistas para a de propostas. A iniciativa é vista como o piloto de testes sobre até onde os políticos conseguem ir e como as Big Techs vão reagir à tentativa de conter seu poder. O cidadão comum já começa a sentir os efeitos do acúmulo de poder dessas empresas que, até ontem, pareciam ser fiadoras da liberdade. Estudiosos e ativistas da área sabem que já passamos dos limites há muito tempo.

A tentativa australiana de fazer com que as Big Techs, principalmente Google e Facebook, obedeçam leis como todos os outros setores da economia coincide com um novo patamar de radicalização da sociedade. Se já parecia dantesca a invasão do Capitólio por seguidores das teorias QAnon, agora piorou. Órfãos de líderes após várias prisões, milhares deles migraram para uma seita esotérica new age chamada Sabmyk.

Desde maio de 2019 o FBI considera terrorismo doméstico alguns tipos específicos de teorias QAnon: governo global oculto, dominação sionista e rede internacional de intelectuais a favor da pedofilia. Os temas não são o motivo, mas os fatos. Desde 2017, todos os atentados terroristas ocorridos em solo norte-americano tiveram como autores seguidores de alguma dessas teorias, um cenário impensável há 10 anos.

As redes sociais mudaram completamente o cenário mundial do terrorismo a partir de 2010. Foi o primeiro ano após uma mudança no funcionamento do algoritmo do Google que, logo em seguida, começou a ser adotada por todas as Big Techs. Até 12 de janeiro de 2009, quando você fazia uma busca, os resultados apresentados eram aqueles dos sites mais acessados para o tema. A partir de então, passou a ser dos sites mais interativos. A mudança parece sutil, mas é uma revolução profunda.

O resultado da mudança do algoritmo do Google em 2009 é que produzir conteúdo de qualidade ou popular deixa de ter relação com o resultado no rankeamento desse conteúdo ou distribuição para os usuários. Passa a aparecer antes nas buscas e ser mais mostrado para os usuários o conteúdo de quem gera mais engajamento naquele tema. Isso explica a estrondosa mudança, por exemplo, na forma como se faz a cobertura política nos últimos 10 anos. Ter bons resultados na internet depende de provocar emoções estimulantes.

Hoje, no Brasil, a grande maioria das pessoas só consome notícias via redes sociais. Ou seja, os veículos de comunicação viraram parte deste ambiente e serão cada vez mais impactados financeiramente por ele. Você pode considerar absurdo consumir notícias pelo Facebook ou Twitter, mas confesso que faço isso e talvez você faça também. Quando você vai ao perfil oficial do veículo de comunicação em que confia ou clica no link de uma notícia, essa reação é mediada pelo algoritmo da plataforma. Isso significa consumir notícias via redes sociais, fazemos sem nem perceber.

Na internet, as coisas acontecem numa velocidade tão grande que temos dificuldade para acompanhar as mudanças. Quem imaginaria que um bando de gente falando em defender crianças e eleições justas acabaria invadindo o Capitólio e assassinando sem dó? Agora muitos estão arrependidos. Depois de 1 mês na cadeia comendo comida vegana, privilégio que foi buscar na Justiça, o tal invasor vestido de viking pediu desculpas publicamente. Muita gente imaginou que impedir que manipuladores estejam nas plataformas resolveria, mas é preciso ir muito além.

Depois de compactuar com todo tipo de insanidade durante anos, Google, Facebook e Twitter resolveram banir Donald Trump de suas plataformas. Foi um bom movimento de marketing e, num primeiro momento, realmente caíram bastante os diálogos sobre teorias QAnon. Só que muita gente abriu canais no Telegram, empresa de origem russa, para falar dos temas considerados terrorismo. Alguns deles, com centenas de milhares de seguidores, criaram a seita Sabmyk.

O fenômeno foi reportado hoje pelo pesquisador Gregory Davis, do Projeto Hope Not Hate, que documentou a existência de uma rede de 100 canais do Telegram coordenados entre si com mais de 900 mil usuários. Os usuários não percebem que são canais coordenados porque tratam de temas muito diferentes. A maioria parecia ser refúgio para os seguidores de QAnon, mas há também canais dedicados a cristãos evangélicos, Britânicos Acima de Tudo, ufólogos, antivacina, fãs de Rudolph Giuliani e canais que imitam jornalísticos, como London Post e Chicago Reporter.

Temas como esses e grupos de manipulação travestidos de jornalistas ganharam muitos adeptos na última década devido à mudança que as plataformas fizeram na lógica de seus algoritmos. Pessoas vão ao Telegram buscando ufo, Trump, conteúdo cristão e recebem isso. Só que também recebem toneladas de QAnon. Todos os grupos passam a receber então algo ainda mais místico, a seita Sabmyk, organizada em torno da princesa herdeira da primeira espada do mundo. O grupo foi criado em dezembro e já tem mais de 1 milhão de seguidores. As últimas postagens dos membros são cada vez mais militaristas.

QAnon era nome de um personagem, que jamais se mostrava e dizia ser um alto funcionário do governo dos Estados Unidos. O Sabmyk também tem uma personagem, a princesa Ameli Achaemenes, iraniana vivendo em Berlim, feminista e pacifista. Ela diz ser descendente da realeza persa e ter salvado o mundo. Fez isso quando o bilionário George Soros ofereceu uma tonelada de dinheiro por uma noite com ela, mas ela pediu a espada Shawunavaz, a mais antiga do mundo, retratada por todos os grandes pintores e que teria pertencido a figuras como Aquiles, Gilgamés e Alexandre, o Grande. Ela destruiu a espada que teria o poder de destruir o mundo. Veja a única foto disponível da princesa.

Contando a história assim, obviamente não faz o menor sentido. Mas os canais usam técnicas de lavagem cerebral antigas, como a de "breadcrumb trail". Você apresenta aos poucos uma série de elementos e estimula o cérebro das pessoas do grupo a enxergar um padrão entre eles. Enxergar padrões, mesmo falsos, é o maior talento do cérebro humano. Então se fala do poder de George Soros, se especula como ele ficou tão rico, se mostra uma foto dele com alguém ligado a algum tipo de religiosidade maldita, por aí vai.

O pesquisador Gregory Davis mostrou que já há 4 grupos que se intitulam um dos 12 generais da Sabmyk. Nesses grupos, o tema central que está colocando o mundo em perigo apesar da destruição da espada é a eleição de Biden. Eles garantem que é a maior fraude da história da humanidade e que o impeachment de Trump precisa ser detido imediatamente. Orientam os seguidores a partir para o ataque imediato contra quem defende o impeachment. Como já vimos, estavam errados os arrogantes que julgam ser apenas um bando de doidos falando bobagem na internet.

Ironia do destino, a aposta é que Biden tende a apoiar as Big Techs, causadoras desse caos. Até Trump apoiou, mesmo quando se viraram contra ele. Dinheiro fala mais alto: a sede de todas essas empresas fica nos Estados Unidos. A exceção é o Telegram, que surgiu na Rússia e agora fica nos Emirados Árabes Unidos. Além de contribuir de forma generosa em todas as campanhas presidenciais americanas, as Big Techs são as empresas que mais faturam no mundo. E, nos EUA, isso significa pagar impostos.

Como na Austrália a situação é muito diferente, os políticos podem ser mais ousados. A primeira situação que querem resolver é o desequilíbrio entre a indústria da comunicação e as Big Techs. Hoje, a maioria das notícias é consumida via redes sociais. Por outro lado, compartilhamento de notícias se tornou a principal forma de socialização via plataformas. O financiamento da indústria da comunicação sempre foi por publicidade e assinantes porque o produto era consumir informação. Agora, as notícias são usadas pelas plataformas como conteúdo de socialização nas bolhas segmentadas, apenas para manter os usuários interagindo, então caem as razões para ver publicidade ou assinar.

Para muitas pessoas, notícias passaram a servir para compartilhar, dar e receber likes e conversar com outras pessoas. Aliás, principalmente para bater boca com outras pessoas. Para isso basta o link ou o print da manchete, não precisa ler a notícia. Além disso, a quase totalidade das pessoas acessa internet via celular. Os planos de dados não cobram para acessar redes sociais, mas cobram para acessar sites noticiosos. Diante disso, a Austrália quer que as plataformas paguem a quem produz a notícia para poder usar.

O Google já ameaçou tirar todas as notícias da busca se isso for feito. O Congresso australiano diz que essa reação é chantagem e bullying. O primeiro-ministro, Scott Morrison disse: "Nós não respondemos a ameaças". A França ficou neste mesmo impasse até que as Big Techs procurassem os veículos de comunicação e entrassem em acordo para uma relação menos predatória. As empresas passarão a ter algum controle sobre como seu conteúdo é distribuído pela plataforma e poderão colocar anúncios no que é veiculado. Atualmente, o Google fatura com anúncios sempre e a empresa só quando entram no site dela. Na França a ideia é que o lucro em cima de notícias na página do Google seja dividido com quem as produz.

Enquanto se acompanha no que vão dar as iniciativas envolvendo veículos de comunicação, a Austrália faz uma proposta ainda mais ousada: quer que o algoritmo do Google seja submetido às agências governamentais do país. Por um lado, o sistema de busca deixaria de ter a possibilidade de usar práticas ilegais, abusivas e antiéticas no algoritmo. Por outro, a qualidade da entrega poderia piorar. Quem vence?

Os algoritmos das redes sociais são programados para nos entregar o que queremos, mesmo que a gente não saiba exatamente como dizer. Não há uma forma padronizada de buscar informação, pessoas buscam com palavras diferentes. O Google se aprimorou em dar à pessoa o que parece ser seu interesse, de acordo com os dados já coletados, mesmo que a busca seja feita de forma errada. O algoritmo segmenta grupos, incentiva a radicalização e faz ver as diferenças muito mais nítidas que pontos em comum. Por outro lado, sem ele, cada pessoa teria de aprender um formato universal para fazer suas buscas. Os resultados parariam de aparecer como hoje.

A Microsoft já viu aí uma oportunidade de mercado. Como o buscador dela, o Bing, não tem algoritmos tão aprimorados quanto o Google, quase não é usado. Por outro lado, eles não teriam nenhum problema em submeter seus algoritmos a quem quer que seja, abririam aos governos. A CEO da Microsoft Australiana, Satya Nadella, já ofereceu ao primeiro-ministro a abertura do algoritmo de seu buscador e sua submissão a qualquer agência oficial. Por um lado, seria um freio à radicalização. Por outro, o aprimoramento da ferramenta seria sempre muito lento.

O grande desafio de regulamentar Big Techs é a velocidade das mudanças. Pense em quanto tempo demorou para se passar da imprensa escrita para a falada e daí para a imagem. Houve tempo para que o cidadão comum entendesse os fenômenos e pudesse compreender como estavam sendo regulamentados pelo governo. Hoje não dá tempo nem dos políticos, rodeados de assessores e especialistas, realmente compreenderem os novos fenômenos. Estamos correndo atrás das Big Techs pelo monopólio do discurso público e a evidente radicalização que veio disso porque já entendemo como funciona. E fenômenos como a seita Sambyk? Por enquanto, apenas sabemos que existem e são cada vez mais rápidos.

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Comentários [ 16 ]

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  • G

    Gilberto Campos

    ± 0 minutos

    É bom começarmos a discutir para entender esse tema. Quando jovem assisti o filme Rollerball (os gradiadores do futuro), parece que estamos chegando lá. Em 2011, como moro aqui na região, um amigo, diretor da Motorola, me disse que a Google a tinha comprado e estava reestruturando as plantas no mundo todo e logo em seguida vendeu para Lenovo. No primeiro momento achei estranho e falei surpreso "Como pode a Google comprar a Motorola? que na ocasião, só a unidade brasileira exportava US$ 2 bi por ano? Ele sorriu e disse que essa operação era apenas para ficar com as patentes da Motorola, principalmente a tecnologia Android. Daí entendi o poder e o foco de uma Big Tech. Poder absoluto

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    • F

      Fabio Marcondes

      13/02/2021 1:53:13

      Deram um tiro no proprio pe, quando esses grupos de malucos estavam no Facebook e Whatsapp havia como ao menos monitorar esses grupos e tomar acoes preventivas, agora com o Telegram deram esse controle de bandeja para Russia e China

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      • R

        Rodrigo Henrique

        13/02/2021 1:41:33

        Aqui na GP tá cheio de assinantes que são chegados em teorias conspiratórias. E se você questiona te mandam ler outro jornal ou te chamam de comunista.

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        • P

          Paulo

          13/02/2021 1:11:38

          Madeleine, a solução para eventuais abusos do poder das Big Techs e seitas malucas não é regulamentação, isso apenas estimula ambos. É o aumento da liberdade. Mais informação derruba teorias conspiracionistas e mais concorrência derruba o poder criado nesses monopólios que se tornaram possíveis pela própria regulamentação estatal em primeiro lugar. Perfeito, nunca será, mas recrudescer no arbitrarianismo estatal definitivamente não é a melhor opção. Isso reforça o estado e enfraquece toda a sociedade

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            Romeu

            13/02/2021 0:00:40

            Se o povo nao fosse tao burro, ja teriam percebido que o google não funciona faz tempo. Se vc escrever no google: “telha cerâmica”, a resposta são 18 páginas de anúncios no mercado livre que vão de bonecos do x-men a chuverinho de limpar o bubut, nada relacionado à telhas. E alem das 18 paginas de mercado livre, aprecerão outras 5 anuncios patrocinados e quando vc clicar vai perceber que não tem absolitamente nada a ver com telhas de cerâmica, e se tiver, é algum site de uma loja que fica a 3800km de vc, que não oferece venda online.

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            • S

              Stephano Zibetti

              12/02/2021 22:20:24

              Sobre seitas Madaleine conhece bem. Ela é discípula de Luciano Ayan, o pedófilo cheirador de cocaína. Pena que ela tomou chá de esquecimento e finge não lembrar mais dele.

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              • C

                CESAR SABBAGA

                12/02/2021 21:54:42

                Nunca segui redes sociais e não tinha ideia dos acontecimentos preocupantes que estão em plena ebulição. Claro que acompanhava o uso generalizado da divulgação de noticias falsas de várias origens e grande parte da imprensa utilizando-as como noticias e sabia da existência da BlackWeb. As redes sociais estão mais perigosas do que a BlackWeb. Causam espanto grupos defendendo e até incentivando pedofilia!!! É o terror sendo implantado. Obrigado Madeleine por divulgar a situação que põe em risco a vida de todos nós.

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                • R

                  Romeu

                  13/02/2021 0:07:22

                  Deepweb my precious

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              • A

                antoniocbjunior

                12/02/2021 21:37:36

                Excelente matéria. Já passou da hora das big techs terem seus limites de atuação definidos, responsabilidades pelo que permitem ou não nas suas plataformas e equilibrar a balança com relação aos produtores de conteúdo. Rede social se tornou uma arma poderosa demais, vejo esse movimento dos governos também como uma tentativa de, em médio prazo, tomar essas "armas" para ter ainda mais dos cidadãos nas mãos. Eles (os governos) estão só observando como a ciranda gira, não vai demorar muito tempo para tomarem os "brinquedos" e criar as suas próprias regras para o jogo. Ou seja, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Nada nos escravizará mais do que a tecnologia que hoje nos da voz.

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                • I

                  Ines Souza

                  12/02/2021 21:30:53

                  Excelente matéria! Por isso sou fã da Microsoft!! As big techs também são grandes sonegadoras de impostos! Acho que esse é um bom tema para um outro bom artigo ;)

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                    Romeu

                    13/02/2021 0:11:23

                    A microsoft perdeu a liderança faz tempo e por isso olha para a colaboração como forma de ganhar um marketizinho. Quem está na “frente”, está cag ando para leis, regras e o escambau. A própria microsoft fez muito disso por muito tempo e rodou. As bigtecs atuais, alguma hora, irão “rodar” tb. Basta alguém com culhoes.

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                • R

                  RADAMES MANOSSO

                  12/02/2021 21:02:50

                  Há três formas de controlar as bigtechs: 1) governança interna das bigtechs. Não funciona. 2) controle do governo. Péssima ideia. 3) Controle pela ação dos usuários. Cada um fazendo a sua parte. Funciona? Bem, Signal e Telegram estão no topo dos downloads depois que o Whatsapp pisou na bola.

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                  • H

                    Heros Musial

                    12/02/2021 20:14:22

                    Madeleine. Excelente. Artigo muito esclarecedor e para acompanhar como estao em ritimo alucinante as mudanças nas redes. Quanto so conentario do inteligentinho de que voce se enganou quanto so sexo do CEO e tanta impotância para o conteúdo do teu artigo que não farei nenhim comentário.

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                    • A

                      Alexandre

                      12/02/2021 20:03:33

                      Na reportagem está como a CEO da Microsoft, quando na verdade é o CEO. Nadella é um indiano.

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                      • M

                        Marcilio Monteiro de Souza

                        12/02/2021 19:54:00

                        É simplesmente assustador, eu ja desisti de acompanhar as atualizações das redes sociais é realmente tudo muito rápido. Parabéns. ótima e esclarecedora matéria.

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                          Madeleine Lacsko

                          12/02/2021 20:02:38

                          Obrigada!!!

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