Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo

Pessoal e profissional

Conheço colegas que jamais falam de trabalho em casa. Resolveram que deixariam todos os assuntos e eventuais angústias do trabalho da porta de casa para fora.

Acho essa uma decisão corajosa, tanto pela intenção de não trazer o trabalho para casa, como pela tentativa de mudar de frequência.

Mas me pergunto o quanto a família pode compreender ausências, períodos de stress, comportamentos afetados por questões ligadas ao trabalho, se ela não tem como saber o que se passa?

Ao mesmo tempo, por mais que tentemos compartilhar o que se passa no trabalho, caso nossa decisão seja diferente da dos colegas citados acima, acho que é bastante difícil expressar e transmitir de fato o que acontece no trabalho, principalmente o que acontece dentro de cada um. Não tanto sobre o dia-a-dia no ambiente do trabalho, mas sim o que se passa no lado emocional, na pressão interna, ou como o que acontece no trabalho nos afeta. Me refiro ao lado fisiológico (pressão alta, insônia etc.) e ao psicológico também (ansiedade, angústia etc.).

A verdade é que se não tentarmos de fato mergulhar no que estamos vivendo no lado emocional, partindo do princípio que o seu ouvinte esteja realmente interessado, não conseguiremos verbalizar as coisas de forma adequada, não conseguiremos transmitir o assunto da conversa de forma efetiva. E o que é pior: não teremos insights sobre nós mesmos, sobre nosso comportamento, sobre nossas reações. Não integraremos o pensar e o sentir.

Acho que o princípio-mestre disso tudo é a tentativa de não dissociar a pessoa do executivo, o ser humano do profissional. Todos temos os dois lados. E temos que nos colocar no lugar do outro. Seja ele um colega, um subordinado, um chefe, ou um ouvinte em casa.

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.