
O vestibular da UFPR agita a vida estudantil da região – e no meu caso, na condição de professora de Redação, sinto-me na obrigação de refletir tecnicamente sobre a composição da prova, suas implicações com relação ao acompanhamento oferecido aos alunos e as assertivas profissionais – e , sobretudo, acerca das fontes certeiras das informações e qualificação da escrita.

O jornal na vida do poeta Manuel Bandeira
O motivo para comemorar
Fiquei contente com a cobrança; foi justa, porque solicitou direta ou indiretamente:
> a elaboração de resumo,
> a composição de texto de opinião,
> a análise de infográfico,
> o estabelecimento de comparações,
> a continuidade de textos,
> a análise de charge,
> o exame de um poema, além de habilidosa exigência com relação à quantidade de excertos para examinar, antes da elaboração das redações.

A receita infalível: leitura diária dos informes jornalísticos & atribuição de sentidos com a escrita
Fiz meus alunos exercitarem todos esses modelos textuais, além da redação das cartas e transposições lingüísticas ; eles estavam preparados aos desafios da escrita e acharam todas as questões “fáceis”. Um número considerável de textos , retirados dos jornais e das revistas, lhes abasteceu o repertório informativo, ao lado, é claro, das orientações relacionadas à prática da escrita.
Ponderações necessárias
> Admito ter acertado em cheio ao disseminar entre os meus alunos inúmeros textos publicados na Gazeta do Povo( o que deu suporte à questão do desmatamento também incluída), aos editados pela Folha de S. Paulo e às revistas de um modo geral, mas não considero justo o privilégio oferecido duas vezes ao mesmo veículo informativo. Duas questões baseadas na Folha de S. Paulo( de Marcos Cintra, de 26 de maio e de Renato Menzan, no caderno Mais, de 31 de agosto), duas na revista VEJA ( O texto de Roberto Pompeu de Toledo, de 10 de outubro de 2007 e infográfico sobre a crise econômica, de 11 de junho de 2008), duas charges do mesmo site traduz exagero ou falta de parcimônia com os demais veículos que disponibilizaram milhares de notícias ao longo de 2008 – e você, prezado leitor, discorda de mim?
> Sugiro , sobretudo ao Caderno G da Gazeta do Povo a edição de excertos de textos poéticos com maior freqüência; não adianta reclamar que nossos jovens estudantes não têm contato com textos poéticos se nem a escola e nem os cadernos culturais derem destaque ao gênero. O conhecido poema Momento num café , de Manuel Bandeira , se publicado nas páginas culturais dos jornais teria tornado a questão até ” bobinha ” para os leitores.
Sugestões oportunas ao estudante

Uma dupla certeira para qualificar a leitura diária; não duvide
> Continue lendo jornais e revistas diariamente; se a comissão que elabora a prova mantiver o mesmo esquema os leitores da Gazeta, da Folha e da Veja estarão entre os sortudos – e não esqueça: as bibliotecas públicas dispõem desses materiais; é só ir , pegar os jornais e revistas e ler, sob empréstimo local.
> Não despreze as coletâneas poéticas; se possível organize a sua própria seleção – é só pegar um caderno e ir transcrevendo ou imprimindo e colando amostras interessantes de todas as épocas e estilos; se os jornais e revistas publicarem excertos a parceria estará 100% realizada.
Até a próxima!



