
O estudante Rafael Araujo, participante ativo aqui no blog e candidato a uma das vagas de Geologia, enviou por e-mail o comentário transcrito abaixo – e se o leitor desejar fazer uma complementação fique à vontade, principalmente se participou da prova de Compreensão e Produção de Textos, aplicada ontem no vestibular da UFPR.

A conhecida fábula ” A raposa e as uvas” exigiu do vestibulando da UFPR a devida familiaridade com o gênero
“Professora: na prova a primeira questão era para defender e argumentar em 10-15 linhas sobre os biocombutíveis. Achei uma questão média, tinha treinado bem, acho que igualmente quem treinou argumentação e estava antenado com informações sobre meio ambiente não teve problemas.
Fábula: Achei que foi a grande surpresa da prova! Não sei como é ensinado nos colégios em Curitiba, mas em Maringá eu aprendi. Não treinei muito, mas acho que sabia o que fazer. A questão pedia para colocar a fábula da raposa e das uvas, no contexto do mundo moderno e urbano. Eu criei minha história e mantive a moral, acho que era esse o esperado.
Resumo: Não se tem muito o que falar do resumo, não era um texto complexo para entender e 10 linhas como pedido, era o suficiente.
Continuar texto: o texto base era uma argumentação de Herbet Viana, precisava concluir o texto. Eu continuei a primeira pessoa e a linguagem mais ou menos informal como ele escreveu, além de ter colocado uns dados sobre psiquiatria envolvendo estética.
Transcrição de discurso: como o resumo não era um texto complexo também, fala sobre a felicidade no trabalho, só tinha que estar atento nas referências, nos verbos e em conseguir resumir bem para caber no tanto de linhas.
Professora: no geral eu acho que fui bem, sem dificuldades, segui suas dicas e tentei usar várias formas de pontuação como dois pontos, ponto e vírgula, e a explicação entre travessões e os parênteses. E também dei uma melhorada na letra.
Agora, é só esperar o resultado e ver se fui bem mesmo, como acho que fui.
Rafael”

Pôr-do-sol em Praia Bela, Caiobá.
O estudante Cássio Hideo, candidato de Biomedicina, pelo telefone comentou que ” a proposta para elaborar a narrativa foi uma surpresa na prova” e o jovem não garantiu “ter dado conta da questão”, ao contrário das outras, cujo treino foi suficiente para ” fazer todas as redações com a maior tranquilidade”, declarou.
Agora – uma vez que não precisará passar pelas discursivas marcadas para hoje ( Marcela Campos, GP, 7 / 12 ) – o jovem vestibulando já está se arrumando para uma temporada com familiares no litoral paranaense, porque “mereço desestressar”, declarou bem animado – e você, prezado leitor, concorda com ele? Seu pacote para os próximos dias inclui a praia, também? Fiquei com uma doce inveja do Cássio, porque adoro praias.
De um modo geral gostei de saber( mesmo diante da informalidade dos relatos dos candidatos) do conteúdo de apoio às propostas, assim como dos seus enunciados claros, o que viabiliza a atividade da escrita. Não vejo muita racionalidade em cansar o candidato com enunciados longos e coletânea extensa, porque a prova não é de resistência física, mas sim de capacidade interpretativa e composição textual – e não é definitivamente um aporte enorme de referências que selecionará o melhor, o mais preparado às exigências da escrita universitária, mas sim a apreensão das informações e tradução concatenada das ideias nas redações que redigirá oportunamente, a exemplo das resenhas, resumos, relatórios, projetos e mais adiante a monografia obrigatória do curso escolhido.
Aguardarei a divulgação da versão oficial da prova para fazer comentários específicos sobre a pertinência dos temas, composição dos comandos, objetivos das tipologias e do grau de dificuldade/ facilidade das propostas de escrita elaboradas pela banca da prova Compreensão e Produção de Textos da UFPR. Acréscimos informativos oferecidos pela equipe jornalística que elabora o Caderno Vestibular, na Gazeta do Povo, certamente permitirão um panorama geral da prova e a sua repercussão junto aos colegas professores da área e vestibulandos.
Até a próxima!



