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O presente de Natal de Nicolás Maduro veio com um pouco de atraso, mas chegou. O ditador venezuelano foi capturado e preso em uma ação dos Estados Unidos da América que durou 47 segundos. Leão contra a população venezuelana, desarmada e indefesa, o narcotraficante virou um gatinho diante dos americanos.
A queda do tirano escancarou, mais uma vez, o quanto a esquerda é hipócrita. Enquanto milhões de venezuelanos, espalhados pelo mundo, comemoraram o fim simbólico de um algoz que, por mais de 20 anos, submeteu seu povo à miséria, à violência e à supressão sistemática de liberdades, militantes, partidos e “especialistas” progressistas mostraram indignação não com o ditador, e sim contra quem o deteve.
Não é de hoje que Lula bajula Nicolás Maduro, assim como fez com o antecessor Hugo Chávez, e tratou os ditadores como “companheiros”. O mesmo petista que correu para emitir uma nota contra a ação dos EUA não mostrou a mesma indignação diante da repressão brutal imposta aos venezuelanos: presos políticos, desaparecimentos forçados, execuções extrajudiciais e assassinatos emblemáticos, como o do ex-piloto e opositor Óscar Pérez, morto após se render. Isso sem falar nos mais de R$ 10,3 bilhões de dívida que a Venezuela tem com o Brasil por culpa dos governos petistas.
Como explicar que a mesma esquerda que acusa adversários de “golpistas” se recusa a condenar a fraude eleitoral escancarada que manteve Maduro no poder? Urnas manipuladas, oposição impedida, imprensa amordaçada e eleições de fachada nunca foram problema quando o resultado favorecia o projeto ideológico deles.
Sabe aquela idiotice de “lugar de fala” que os imbecilizados adoram repetir? Pois é, no caso dos venezuelanos, eles simplesmente ignoraram
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Os comunistas de iPhone, que acordam às 13h, não trabalham e são sustentados pelos pais capitalistas e/ou pelo dinheiro dos sindicatos, foram às ruas defender que os venezuelanos que fugiram da fome, da perseguição política, da censura e do medo pouco importavam, e que o problema mesmo era Donald Trump e os meus memes, que os deixam mais descontrolados do que as atrocidades do déspota totalitário.
Maduro não é apenas um ditador; é também mais um retrato vivo da contradição moral dos socialistas latino-americanos. Discursava contra o “imperialismo” e o “capitalismo selvagem”, mas foi preso vestindo uma roupa da Nike, avaliada em cerca de R$ 1.700, além de ter bens milionários na Suíça bloqueados.
Para o povo, escassez e controle estatal; para a elite do regime, luxo, marcas globais e contas no exterior. O socialismo, como sempre, é apenas um discurso conveniente para manter poder e privilégios.
Vale lembrar também o vexame dos analistas e comentaristas da nossa “imprensa profissional”, que garantiam ser “impossível” qualquer ação efetiva contra o regime venezuelano. Diziam que os EUA passariam vergonha, mas os envergonhados foram eles e suas análises emocionadas.
Tudo isso diz muito sobre quem realmente se importa com os oprimidos e quem apenas os usa como instrumento político. O tal “direito internacional”, que hibernou por décadas enquanto os venezuelanos sofriam e eram atropelados pelos carros blindados do regime, agora está sendo usado por uma meia dúzia para defender um autocrata, enquanto suas vítimas celebram um raro momento de liberdade. Que seja apenas o início de dias muito melhores para os nossos vizinhos sul-americanos.




