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A Cooperativa Coamo, de Campo Mourão, vai fechar 2021 com um faturamento histórico. A projeção é de R$ 23 bilhões, o maior desde a fundação da cooperativa, há 51 anos. Com isso, serão distribuídos, já no dia 13 de dezembro, R$ 194 milhões em sobras aos cerca de 30 mil cooperados. O valor foi definido na reunião da diretoria nesta segunda-feira (6). No ano passado, foram distribuídos R$ 139 milhões.
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O faturamento de R$ 23 bilhões supera em 25% o resultado do ano passado, que foi de R$ 18,8 bilhões. O recorde é reflexo da alta nos preços das commodities, especialmente soja e milho.
“Foi um ano difícil, com a pandemia e com seca e geada que atingiram as lavouras, mas o cenário do mercado internacional, com os bons preços das commodities compensou e permitiu o bom resultado”, disse José Aroldo Gallassini, presidente do Conselho de Administração da Coamo.
Ele lembra que o cenário valorizou as commodities e que a saca de soja, que antes da pandemia era vendida a cerca de R$ 84, passou para R$ 165. Hoje está a R$ 157. O milho passou de R$ 30 para cerca de R$ 95 a saca.
O valor distribuído agora aos cooperados é a antecipação das sobras. “Cooperativa não tem lucro, tem sobra que distribui entre os cooperados e destina a investimentos”, esclarece. O valor pago agora representa 30% do que os produtores têm direito. “Já é tradição anteciparmos esse valor para que possa ser usado nas festas de fim de ano”, observa.
Os 70% restantes serão pagos em fevereiro, após o fechamento do balanço. O valor que cada um recebe é proporcional à produção que entrega na cooperativa e ao volume de insumos que adquire.
Com sede em Campo Mourão e atuação no Paraná, em Santa Catarina e no Mato Grosso do Sul, o grupo conta com mais de 30 mil cooperados. É a maior cooperativa agrícola da América Latina e uma das maiores empresas do Brasil.





