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Estudantes da rede pública estão transformando ideias em projetos reais — e competindo por prêmios de até R$ 10 mil. A etapa final da Maratona de Empreendedorismo Jovem reuniu, em São Paulo, jovens de diferentes regiões do país para uma imersão com executivos e empresários, consolidando uma iniciativa que já mobilizou mais de 3,7 mil alunos e aponta para um novo modelo de formação voltado à inovação, impacto social e geração de renda.
Realizada entre os dias 10 e 11 de março de 2026, a fase decisiva aconteceu na sede da SME The New Economy e da Faculdade de Negócios PIB, com a participação de estudantes e professores da rede pública que se destacaram ao longo da competição. A maratona é promovida pela Associação Cactus, em parceria com a Secretaria de Educação do Paraná, e realizada pela SME The New Economy e pelo Instituto Stone, com apoio institucional da Acer.
Empreendedorismo jovem ganha espaço na rede pública
Ao longo da jornada, que ocorreu entre setembro e novembro de 2025, os participantes formaram cerca de 2.200 grupos, orientados por mais de 520 professores. Após as etapas de avaliação, 30 estudantes e 10 professores foram selecionados para a imersão final, onde passaram por mentorias especializadas e tiveram contato direto com executivos de empresas como Stone, BTG Pactual, Fundação Estudar, Fundação Itaú, Fundação Behring, Arco Educação, Spectra Investimentos e Rocketseat.
Imersão conecta estudantes a inovação e mercado
Durante a fase final, os grupos apresentaram seus pitches para uma banca avaliadora formada por representantes dessas instituições. Três projetos foram premiados com R$ 10 mil cada para investimento no desenvolvimento das ideias: Tellon (1º lugar), NuEvo (2º lugar) e GuiaTech (3º lugar). Outros sete finalistas receberam R$ 5 mil cada.
A proposta da maratona é inserir o empreendedorismo no ambiente escolar, incentivando estudantes a desenvolver soluções para desafios reais em suas comunidades. Para Victor Hill, presidente e fundador da Associação Cactus, a iniciativa amplia o papel da educação na construção de oportunidades. “A escola pode ser o berço de oportunidades concretas. Quando levamos o empreendedorismo para a sala de aula, mostramos aos jovens que eles podem criar soluções, gerar renda e transformar suas realidades”, afirma.
Educação empreendedora impulsiona impacto social
Durante o programa, os estudantes participaram de trilhas formativas estruturadas em desafios que envolveram desde a identificação de problemas até a modelagem de negócios e desenvolvimento de pitches. Os projetos foram avaliados com base em critérios como inovação, impacto social, viabilidade e clareza.
Segundo Theo Braga, fundador da SME The New Economy, a experiência também amplia o acesso de jovens a ambientes de inovação. “Estamos falando de uma geração que quer construir o futuro. Nosso papel é oferecer ferramentas para que esses jovens desenvolvam soluções de forma estruturada e responsável”, diz.
Expansão nacional e futuro da educação com inovação
A partir da edição piloto no Paraná, a expectativa é expandir o programa para todo o país. A organização já prevê o lançamento de uma versão nacional da Maratona de Empreendedorismo Jovem em 2026, com participação de estudantes de todos os estados.
A iniciativa consolida um modelo de formação empreendedora prática, com foco em inovação, impacto e protagonismo juvenil — e reforça a tendência de levar o ensino além da teoria, aproximando os alunos das demandas reais do mercado e da sociedade.
Acesse aos vídeos (link) dos vencedores e fotos (link) dos dois dias de evento.








