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A Biojet, empresa de equipamentos agrícolas que integra o ecossistema Cogny, inicia sua atuação no mercado de formadores de calda com o lançamento do FC3500, de olho em um segmento considerado estratégico para a expansão da mecanização em áreas de médio e grande porte. A entrada ocorre em um momento em que a etapa prévia à aplicação ganha relevância operacional, impulsionada pela evolução dos biológicos e pela necessidade de racionalizar tempo em janelas de pulverização cada vez mais estreitas.
Segundo estimativas da consultoria norte-americana Market.US, o mercado global de tanques e preparadores de calda agrícolas movimentou cerca de US$ 1,5 bilhão no ano passado e pode chegar a US$ 2,4 bilhões até 2034. Para a Biojet, esse movimento redefine a lógica do abastecimento no campo e eleva a demanda por maior capacidade, estabilidade e desempenho técnico na preparação das misturas.
Biológicos aceleram demanda por preparo técnico das misturas
O avanço dos biológicos uma das principais tendências globais do agro tem pressionado o preparo das caldas por exigir maior precisão, controle de temperatura e homogeneidade dos insumos. No campo, essa etapa se torna decisiva para assegurar performance, reduzir desperdícios e evitar a perda de eficiência nas aplicações subsequentes.
É nesse contexto que a Biojet aposta no FC3500, formador de calda projetado para atender a etapa de mistura utilizada em plantio e pulverização. Na prática, o equipamento combina produtos químicos ou biológicos em grande volume, mantendo estabilidade térmica e qualidade da composição.
Além disso, a dinâmica operacional do equipamento permite que a próxima carga esteja pronta enquanto a pulverização ainda está em andamento, aumentando a autonomia no campo e reduzindo interrupções no processo.
“Para nós, o preparo da mistura assume papel estratégico em um ambiente em que biológicos ganham escala e as áreas plantadas exigem agilidade nas operações. O FC3500 nasce com foco na eficiência e na competitividade do produtor.”
Bruno Copetti de Barros, diretor de operações da Biojet.
Formador de calda amplia autonomia e reduz interrupções no campo
Com tanque de 3.500 litros, motor de 13 CV e duas versões uma para misturas químicas e outra com isolamento térmico para biológicos o equipamento foi projetado para atender diferentes perfis de produtores. Segundo a Biojet, a versão isolada preserva a integridade microbiológica da mistura, já que a variação de temperatura dentro do tanque gira em torno de 2°C ao longo de um dia de trabalho.
Ensaios realizados na planta industrial da Bioma, empresa do ecossistema Cogny, validaram o desempenho térmico do equipamento. Além disso, o FC3500 será ofertado em modelos tracionados ou plataformados para caminhões e carretas, ampliando o leque de configurações de acordo com o nível de mecanização do cliente.
Após consolidar presença em pulverizadores de sulco e avançar para misturadores para drones e incorporadores de calda, a Biojet entende que a entrada no segmento fortalece um portfólio que conversa com as demandas atuais da mecanização agrícola. A empresa avalia que a adoção de formadores de calda tende a acelerar justamente nas faixas de maior escala produtiva, onde interrupções no abastecimento comprometem janelas e impactam produtividade.
Ecossistema agro paranaense mira eficiência e expansão tecnológica
A estratégia comercial da Biojet é baseada em relacionamento direto, visitas técnicas e suporte de campo, apoiando-se na capilaridade das demais companhias do ecossistema Cogny Simbiose, Bioma e Biagro que possuem presença consolidada no Brasil. Em um ambiente competitivo e com maior pressão sobre margens, a empresa afirma que ganha vantagem quem consegue integrar desenvolvimento de insumos, produção industrial, difusão tecnológica e equipamentos.
Segundo Barros, misturas mal preparadas, temperaturas inadequadas ou interrupções no processo podem prejudicar resultados e gerar perdas operacionais. Para ele, o avanço dos biológicos, associado à crescente disputa entre produtores, tende a acelerar a adoção de soluções mais robustas. “Avançamos em um momento de expansão do mercado e contamos com empresas que dominam etapas complementares da cadeia. Nosso papel é integrar essas fases também por meio de equipamentos capazes de atender essa nova fronteira agrícola”, afirma.
A movimentação reforça a aposta do ecossistema Cogny em tecnologias voltadas à competitividade do agro brasileiro e fortalece o papel do Paraná como polo de inovação no setor, unindo indústria, biológicos e mecanização orientada à eficiência.




