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O Paraná segue se destacando no cenário nacional pela capacidade de gerar empregos formais em ritmo superior à média brasileira. Dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) confirmam que o estado está entre os principais criadores de vagas com carteira assinada em 2025, sustentando um crescimento consistente ao longo dos meses e reforçando a força da economia regional.
No acumulado do ano, o Paraná já contabiliza mais de 129 mil novos postos de trabalho formais, desempenho que o posiciona entre os três estados que mais geraram empregos no país no período. Embora o Brasil registre meses pontuais de forte criação de vagas, o diferencial paranaense está na regularidade dos resultados e na diversificação dos setores que impulsionam as contratações.
Emprego formal no Paraná cresce com consistência acima da média brasileira
Enquanto o mercado de trabalho nacional ainda enfrenta oscilações, o Paraná mantém uma curva de crescimento mais linear. O desempenho reflete um ambiente econômico favorável à expansão empresarial, à atração de investimentos e ao fortalecimento das cadeias produtivas regionais.
Os dados do Caged mostram que serviços, indústria e comércio lideram a geração de empregos em 2025, mas o avanço se dá de forma equilibrada, permitindo a absorção de mão de obra em diferentes segmentos da economia. Esse cenário contribui para maior estabilidade no mercado de trabalho e amplia as perspectivas para os próximos anos.
Indústria e alimentos puxam novas vagas com investimentos e expansão de fábricas
Na indústria, a AKR Brands é um dos exemplos desse movimento. A holding de moda masculina, que reúne as marcas King&Joe, King&Joe Play e K&J Black, anunciou a abertura de uma nova unidade no Paraná e a ampliação de 27% no número de vagas ao longo de 2026. A maior parte das oportunidades estará concentrada nas áreas administrativa e de produção, acompanhando o aumento da capacidade produtiva da companhia.
Já no setor de alimentos, a Papapá também projeta forte expansão. A empresa prevê crescimento superior a 90% em 2026 e já iniciou o processo de contratações para viabilizar esse avanço. Atualmente, são sete vagas abertas, com previsão de outras 15 ao longo do próximo ano, distribuídas entre áreas como vendas, logística e transporte.
“Para viabilizar essa meta, que inclui o desenvolvimento e lançamento de novas linhas, a contratação de profissionais é essencial.”
Leonardo Afonso, CEO da Papapá.
Tecnologia, varejo e fintechs ampliam contratações e reforçam o ecossistema paranaense
O dinamismo do mercado de trabalho paranaense também se reflete no setor de tecnologia. O DB1 Group, conglomerado com sede em Maringá, anunciou a abertura de 150 vagas para diferentes áreas e níveis de senioridade, principalmente em engenharia e desenvolvimento de software. Com mais de 800 colaboradores e 15 anos consecutivos de certificação no Great Place to Work, o grupo amplia seu quadro para atender à expansão das operações e à demanda por projetos estratégicos, inclusive internacionais.
Programa de trainee do Grupo The Best fortalece empregos e crescimento no Paraná
Outro destaque é o Grupo The Best, responsável pelas marcas Amadelli Alimentos e The Best Açaí, que anunciou a quarta edição de seu Programa de Trainee. Com mais de 3 mil colaboradores diretos e indiretos e uma rede que supera 800 lojas no Brasil e no Paraguai, o grupo vive um momento de expansão acelerada. O faturamento da companhia deve superar R$ 1 bilhão em 2025.
O programa oferece vagas nas áreas de Business, voltadas ao núcleo corporativo e estratégico da empresa, e Industry, que engloba operações industriais, da produção à logística. Os trainees atuarão na sede da companhia, em Londrina, e na indústria, em Ibiporã, com participação direta em decisões ligadas à expansão nacional e internacional, incluindo o plano de entrada nos Estados Unidos em 2026.
“Quem entra no trainee entra para construir algo grande com a gente”, afirma Mateus Queiroz, co-CEO e sócio fundador da The Best Açaí.
No setor financeiro, a Bankme, primeira fintech do país a operar o modelo de Mini Bancos — estruturas que funcionam como FIDCs voltadas a empresas com faturamento acima de R$ 30 milhões —, também está com 14 vagas abertas nas áreas de Operações, Tecnologia, Gente & Gestão e Projetos. A empresa tem se destacado pela estratégia de repatriação de talentos, atraindo executivos do eixo Rio–São Paulo para atuar em Londrina (PR).
“Repatriar executivos não é só trazer essas pessoas de volta, é atrair capital intelectual, experiência de mercado e novas conexões. Esse movimento eleva o padrão das empresas locais e cria um ciclo virtuoso de desenvolvimento para a região”, explica Thiago Eik, CEO e fundador da Bankme.




