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Prédio mais alto de Curitiba terá 7 mil m² de fachadas ventiladas para enfrentar o clima instável e reduzir consumo de energia

Curitiba é conhecida pelo clima imprevisível, mas o prédio mais alto da cidade decidiu transformar esse desafio em solução. Com 7 mil metros quadrados de fachadas ventiladas, o empreendimento aposta em uma tecnologia que reduz o calor interno, melhora o conforto acústico e diminui o consumo de energia ao longo dos anos.

Detalhe da instalação das fachadas ventiladas no edifício OÁS, que será o prédio mais alto de Curitiba. A tecnologia cria uma câmara de ar entre o revestimento e a estrutura, aumentando o conforto térmico, a durabilidade da construção e a eficiência energética.
Detalhe da instalação das fachadas ventiladas no edifício OÁS, que será o prédio mais alto de Curitiba. A tecnologia cria uma câmara de ar entre o revestimento e a estrutura, aumentando o conforto térmico, a durabilidade da construção e a eficiência energética. (Foto: Divulgação/Thá)

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A instabilidade climática de Curitiba, marcada por variações bruscas de temperatura ao longo do dia, deixou de ser apenas um traço do imaginário popular para se tornar um desafio técnico para a construção civil. Em meio ao crescimento acelerado do mercado imobiliário da capital paranaense, soluções arquitetônicas mais eficientes e sustentáveis ganham protagonismo. É nesse contexto que surge o OÁS, empreendimento que será o prédio mais alto de Curitiba e que aposta em 7 mil metros quadrados de fachadas ventiladas como diferencial construtivo.

Construído pela Thá Engenharia, o edifício consolida no mercado local um conceito amplamente utilizado em grandes centros internacionais, mas ainda pouco difundido no Brasil. A tecnologia alia durabilidade, conforto térmico e acústico, além de reduzir custos de manutenção e o impacto ambiental ao longo da vida útil do empreendimento.

Fachadas ventiladas aumentam conforto térmico e eficiência energética

O edifício de 50 andares contará com fachadas ventiladas em porcelanato, instaladas de forma destacada da estrutura principal. Diferentemente dos revestimentos tradicionais aderidos, esse sistema cria uma câmara de ar contínua entre a parede e o revestimento externo, permitindo que o edifício “respire”.

Esse espaço, que pode variar de cinco a 180 milímetros, promove o chamado efeito chaminé: o ar frio entra pela base da fachada, aquece à medida que sobe e é expelido pela parte superior. O resultado é a redução da transferência direta de calor para o interior do edifício, mantendo os ambientes mais frescos nos dias quentes e diminuindo a necessidade do uso de ar-condicionado.

“Essa circulação de ar contribui para a redução da temperatura interna em até 10 °C quando comparada às fachadas convencionais”, explica Willian Canfield, engenheiro da Thá Engenharia. Segundo ele, nos sistemas tradicionais ocorre o efeito inverso, com as paredes acumulando calor durante o dia e liberando essa carga térmica para o interior à noite, gerando desconforto aos moradores.

Tecnologia construtiva amplia durabilidade e reduz custos de manutenção

Além do conforto térmico, a fachada ventilada também traz ganhos estruturais importantes. Por ser um sistema não aderido, ela é mais flexível para absorver as movimentações naturais do edifício, reduzindo riscos de fissuras, desplacamentos e fadiga do material ao longo do tempo.

“O modelo foi escolhido após estudos que consideraram não apenas a instabilidade climática de Curitiba, mas também a altura do edifício. Essas características exigem soluções inovadoras, seguras e duráveis”, destaca Canfield.

O afastamento entre as placas funciona ainda como um isolante acústico natural, reduzindo ruídos externos, além de proteger as paredes contra a ação direta da chuva, do vento e da umidade. O design também impede o efeito cascata da água, preservando o revestimento e a estrutura do prédio.

Construção sustentável reduz resíduos e impacto ambiental

Do ponto de vista ambiental, o sistema traz vantagens relevantes. A obra utiliza menos argamassa, gera menor volume de resíduos e reduz o tempo de execução, fatores que contribuem para um canteiro mais limpo e eficiente.

“Ao impedir a transferência direta de calor e favorecer a ventilação natural, a fachada ventilada reduz o consumo de energia elétrica durante toda a vida útil do edifício”, explica Paloma Bezerra, engenheira e consultora da obra. “É uma solução que combina desempenho térmico, sustentabilidade e conforto, sem impacto visual para os moradores, já que o sistema é imperceptível no uso cotidiano.”

OÁS será o maior edifício de Curitiba

Com previsão de entrega para 2027, o OÁS está localizado na esquina das ruas Padre Anchieta e Jerônimo Durski, no bairro Campina do Siqueira. O empreendimento, da GT Building, terá 50 andares e 60 unidades residenciais.

As áreas comuns ocuparão os últimos três pavimentos e incluem piscina panorâmica, sauna, espelho d’água e um mirante em balanço com piso de vidro no 48º andar, que permitirá uma vista de 360 graus da cidade. Com isso, o OÁS não apenas redefine o skyline de Curitiba, mas também se posiciona como referência em inovação, sustentabilidade e engenharia de alto desempenho.

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