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GRECA Asfaltos lidera mercado de ligantes asfálticos no Brasil

pó de borracha para ligante asfáltico
pó de borracha para ligante asfáltico (Foto: Divulgação)

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Além do fornecimento de insumos, a companhia atua com suporte técnico e desenvolvimento de soluções voltadas a diferentes tipos de obra. Segundo o CEO da GRECA Asfaltos, Edenilson Dalbosco, o setor acompanha a evolução das demandas por sustentabilidade e eficiência.

“Investimentos em tecnologia e pesquisa são constantes para que o material se torne sustentável, durável e diminua a emissão de poluentes. Para se ter uma ideia, aportamos no ano passado R$ 10 milhões em pesquisa e desenvolvimento.”

Edenilson Dalbosco - CEO da GRECA Asfaltos,

Asfalto com borracha reciclada ganha espaço nas rodovias

Entre os principais produtos da empresa está o asfalto modificado com pó de borracha de pneus inservíveis, tecnologia adotada pela GRECA no Brasil há mais de duas décadas e comercializada sob a marca ECOFLEX.

Desde o início da operação, a empresa contabiliza mais de 28 milhões de pneus reciclados e transformados em pavimentos. Apenas nos últimos cinco anos, o volume reciclado equivale ao carbono retido por uma floresta de aproximadamente 10 milhões de metros quadrados.

Os revestimentos com ligantes modificados apresentam maior durabilidade e melhor desempenho diante de variações climáticas, características que vêm ganhando relevância em projetos de longa vida útil e em licitações alinhadas a metas de sustentabilidade.

Levantamento do Grupo de Estudos e Pesquisas em Pavimentação e Segurança Viária (GPPASV), da Universidade Federal de Santa Maria, aponta que esse tipo de asfalto emite menos gases de efeito estufa e apresenta melhor custo-benefício em comparação a soluções tradicionais.

Além disso, a tecnologia permite a reciclagem asfáltica em parceria com empresas de engenharia. O material retirado de pavimentos antigos pode ser reaproveitado na construção de novas vias, reduzindo descarte, transporte e impactos ambientais.

Infraestrutura e demanda por pavimentação desafiam o setor no país

O avanço de soluções como a reciclagem e o uso de ligantes modificados faz parte de uma estratégia mais ampla para ampliar a competitividade do asfalto na pavimentação brasileira.

“O asfalto com borracha ou reciclagem asfáltica apresenta melhor custo por ciclo de vida, manutenção mais simples e redução significativa nas emissões de CO₂ em comparação com outros materiais”, afirma Dalbosco.

Ainda assim, o setor enfrenta desafios estruturais, especialmente relacionados à falta de planejamento de longo prazo em infraestrutura. Os ciclos eleitorais impactam diretamente o ritmo de obras, e, mesmo com o avanço das concessões rodoviárias, o investimento público segue como principal motor do mercado.

Com apenas 12,4% da malha rodoviária pavimentada, segundo dados do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o Brasil ainda possui uma demanda significativa por novas vias. Gargalos logísticos continuam afetando o transporte, como no trecho da BR-101 em direção a Santa Catarina, onde o tempo de deslocamento pode chegar a 12 horas em um percurso de cerca de 400 quilômetros.

“O país avançou em modelos de concessão, o que é positivo, mas ainda há uma demanda reprimida que exige novos investimentos em infraestrutura”, conclui o CEO.

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