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Hospital filantrópico reduz impacto do alto custo de medicamentos no Paraná e alivia famílias

Com gastos bilionários em medicamentos e tratamentos cada vez mais caros, o bolso das famílias paranaenses poderia estar sob ainda mais pressão — não fosse a atuação silenciosa, mas decisiva, dos hospitais filantrópicos.

Hospital Erasto Gaertner atua como referência em oncologia e ajuda a reduzir o impacto dos altos custos de medicamentos para pacientes atendidos pelo SUS.
Hospital Erasto Gaertner atua como referência em oncologia e ajuda a reduzir o impacto dos altos custos de medicamentos para pacientes atendidos pelo SUS. (Foto: Divulgação)

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O Paraná é hoje o quinto estado que mais gasta com medicamentos no Brasil. Em 2025, o desembolso chegou a R$ 14,1 bilhões, com uma média de R$ 1.188 por habitante ao ano. O número expressivo evidencia o peso crescente dos tratamentos de saúde no orçamento público e privado, especialmente diante do avanço de doenças crônicas e de terapias de alta complexidade.

Paraná está entre os estados que mais gastam com medicamentos no Brasil

Esse cenário acende um alerta não apenas para o sistema de saúde, mas também para a população, que muitas vezes precisa arcar com custos elevados para garantir continuidade no tratamento. Medicamentos de uso contínuo e terapias especializadas estão entre os principais responsáveis por esse aumento, pressionando tanto o Sistema Único de Saúde (SUS) quanto os gastos familiares.

Ainda assim, esse impacto poderia ser ainda mais severo sem a presença de instituições que atuam como suporte essencial no atendimento à população.

Hospital filantrópico absorve custos de tratamentos oncológicos de alta complexidade

Referência em oncologia no Paraná e no Brasil, o Hospital Erasto Gaertner é um exemplo claro desse papel. Apenas nos dois primeiros meses do ano, a instituição consumiu quase R$ 6 milhões mensais em medicamentos — R$ 5.914.610,07 em fevereiro e R$ 5.947.927,85 em março.

Os valores incluem tanto medicamentos utilizados diretamente nos tratamentos quanto aqueles prescritos aos pacientes. Em muitos casos, tratam-se de terapias de alto custo, fundamentais para o controle e combate ao câncer, que poderiam ser inacessíveis para grande parte da população sem esse suporte.

Com mais de dois terços dos atendimentos realizados via SUS, o hospital atende mais de 50 mil pacientes por ano e realiza cerca de 2,5 milhões de procedimentos anuais. Esse volume expressivo reforça o papel estratégico da instituição na rede de saúde.

Atuação do Erasto Gaertner evita impacto financeiro maior para famílias e SUS

Na prática, a atuação de hospitais filantrópicos como o Erasto funciona como uma barreira que impede que os custos recaiam diretamente sobre as famílias. Em tratamentos oncológicos — que podem durar meses ou até anos —, o gasto com medicamentos é um dos principais desafios.

Sem essa estrutura, milhares de pacientes dependeriam exclusivamente de recursos próprios para manter o tratamento, o que poderia comprometer não apenas a saúde, mas também a estabilidade financeira das famílias.

Além disso, essas instituições ajudam a desafogar o próprio SUS, contribuindo para a sustentabilidade do sistema e ampliando o acesso a tratamentos de alta complexidade.

Diante de um cenário de custos crescentes, o papel dos hospitais filantrópicos se torna cada vez mais relevante — não apenas como prestadores de serviço, mas como agentes fundamentais na proteção financeira e social da população.

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