
Ouça este conteúdo
A modernização de sistemas legados deixou de ser um projeto opcional e passou a ser um movimento urgente para empresas que desejam manter competitividade no mercado brasileiro. Estudos globais comprovam a dimensão do problema: segundo a Salesforce, 71% das organizações afirmam que a modernização é crítica para sustentar inovação, enquanto a IBM estima que a complexidade e a dívida técnica acumulada já custam US$ 3,1 trilhões por ano em perdas para empresas em todo o mundo.
No Brasil, setores como financeiro, varejo, logística e indústria convivem diariamente com o impacto de sistemas defasados, que causam desde aumento de custos até limitações severas na capacidade de integrar novas tecnologias. Para a DB1 Global Software, empresa do DB1 Group que há 25 anos atua na engenharia de software, adiar essa atualização compromete diretamente o crescimento.
“Um sistema legado não é necessariamente um software velho, é um software desalinhado do negócio”, afirma Roberto Cesar da Silva Padilha, Staff Software Engineer da empresa.
“Quando os processos evoluem, mas o sistema não acompanha, cada nova funcionalidade se torna mais cara, mais arriscada e menos eficiente. Esse é o início da perda de competitividade.”
“Quando os processos evoluem, mas o sistema não acompanha, cada nova funcionalidade se torna mais cara, mais arriscada e menos eficiente. Esse é o início da perda de competitividade.”
Roberto Cesar da Silva Padilha, Staff Software Engineer da empresa.
O custo invisível dos sistemas legados no Brasil
Os números reforçam essa visão. A McKinsey aponta que 70% das empresas relatam que seus sistemas antigos impedem avanços significativos de inovação. Já o Gartner estima que 40% do orçamento de TI das grandes organizações é direcionado apenas para manter sistemas antigos funcionando.
No Brasil, a vulnerabilidade é ainda mais latente. Entidades do setor avaliam que mais de 60% das grandes empresas operam com sistemas críticos suscetíveis a ataques cibernéticos, muitas vezes sem arquitetura moderna e com baixa capacidade de observabilidade. Isso amplia riscos de falhas e paralisações que, segundo a IBM, custam em média US$ 2,9 milhões anuais por empresa.
CoreUP: Engenharia de software e modernização evolutiva
Padilha destaca que ainda é comum o mito de que modernização exige reescrever todo o sistema do zero um investimento que raramente se paga. Em vez disso, a DB1 defende um modelo evolutivo, realizado por "ondas contínuas" que reduzem riscos e aumentam a previsibilidade.
Esse trabalho é guiado pelo CoreUP, metodologia proprietária da DB1 que organiza o processo de modernização com base em critérios técnicos e de negócio. O objetivo é evitar desperdícios e garantir que o impacto seja sentido desde os primeiros ciclos de desenvolvimento.
Inteligência Artificial pragmática contra a dívida técnica
A estratégia é potencializada por agentes de inteligência artificial aplicados de forma técnica e sem deslumbramentos. A IA é utilizada para acelerar a leitura de grandes bases de código, identificar gargalos e sugerir refatorações.
“IA acelera a análise, mas as decisões críticas continuam humanas, guiadas por contexto de negócio. Assim evitamos o hype e entregamos valor real”, explica Padilha. Essa abordagem já gera resultados sólidos para a DB1: 92% de assertividade nos prazos de entrega e um índice de retrabalho de apenas 0,3%, um dos mais baixos do mercado, com NPS de 89.
O futuro da engenharia de software brasileira está condicionado à capacidade de gestão da dívida técnica. Com o Gartner projetando que 80% das iniciativas de modernização incluirão IA até 2028, a integração entre novas ferramentas e sistemas antigos deixa de ser um desafio técnico para se tornar uma prioridade de sobrevivência corporativa.
Para empresas que buscam escala, o caminho parece ser o do pragmatismo: substituir o barulho das tendências passageiras por estratégias de outsourcing responsáveis e resultados mensuráveis.




