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GESTÃO DE PESSOAS

Prêmio Ser Humano Paraná reconhece 23 iniciativas que transformam a gestão de pessoas

Premiação realizada durante o CONPARH 2026, em Curitiba, avaliou 70 projetos e registrou crescimento de 10% nas inscrições; vencedores apresentaram soluções em desenvolvimento profissional, saúde mental, inovação, ESG e cultura organizacional

Representantes das empresas e instituições reconhecidas na 15ª edição do Prêmio Ser Humano Paraná, realizada durante o CONPARH 2026, em Curitiba. A premiação destacou 23 iniciativas de gestão de pessoas, desenvolvimento profissional, inovação e responsabilidade social.
Representantes das empresas e instituições reconhecidas na 15ª edição do Prêmio Ser Humano Paraná, realizada durante o CONPARH 2026, em Curitiba. A premiação destacou 23 iniciativas de gestão de pessoas, desenvolvimento profissional, inovação e responsabilidade social. (Foto: A6 Estúdios)

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Projetos que vão da promoção da saúde mental e do desenvolvimento profissional à inovação na gestão de pessoas e à responsabilidade social foram reconhecidos na 15ª edição do Prêmio Ser Humano Paraná 2026. A iniciativa da Associação Brasileira de Recursos Humanos do Paraná (ABRH-PR) concedeu 23 reconhecimentos a empresas, instituições e profissionais que desenvolveram soluções aplicadas à realidade das organizações.

A cerimônia foi realizada na noite de quarta-feira (28), no Viasoft Experience, em Curitiba, durante o 19º Congresso Paranaense de Recursos Humanos (CONPARH 2026). Pela primeira vez, a premiação integrou a programação do congresso, aproximando as iniciativas reconhecidas dos empresários, executivos e profissionais de RH participantes do evento.

A edição recebeu 90 inscrições, aproximadamente 10% a mais do que no ano anterior. Desse total, 70 projetos foram efetivamente submetidos à avaliação. Os trabalhos foram analisados por uma comissão de 56 avaliadores voluntários, que consideraram aspectos como aplicação prática, resultados e contribuição para a gestão de pessoas.

Em entrevista exclusiva à Gazeta do Povo, durante o CONPARH, a diretora do Prêmio Ser Humano Paraná, Jacqueline Becker, destacou que as iniciativas reconhecidas não são apenas propostas ou planos futuros, mas experiências que já foram implantadas e demonstraram resultados.

“São ideias práticas, simples, implantadas dentro das organizações, que fazem efetivamente diferença na vida das pessoas que estão ali no dia a dia”, afirmou.

Segundo Jacqueline, muitas organizações não percebem inicialmente o potencial de suas iniciativas porque elas já fazem parte da rotina de trabalho. A participação no prêmio permite organizar essas experiências, avaliar os resultados e compartilhar soluções que podem ser adaptadas por outras empresas.

Projetos premiados mostram diferentes caminhos para valorizar pessoas

Entre as grandes empresas, a Gestamp conquistou o primeiro lugar na modalidade Desenvolvimento com o projeto Cultura One Team, voltado ao desenvolvimento organizacional por meio da cultura e da comunicação interna. Na mesma modalidade, a Caltec Química Industrial ficou em segundo lugar com a Escola Técnica Sara Furquim, iniciativa relacionada à inclusão produtiva e à educação corporativa, enquanto a Unimed Curitiba recebeu o terceiro lugar com o programa Ser, Falar, Conectar, direcionado ao desenvolvimento emocional das equipes.

Na classificação de pequenas e médias empresas, a Perkons venceu com o projeto Master Time, voltado à conexão entre pessoas e ao fortalecimento da cultura organizacional. Tamarana e Fiscaltech também foram reconhecidas, respectivamente, por iniciativas relacionadas à preparação de profissionais e à disseminação do aprendizado dentro das organizações.

Na modalidade Excelência Organizacional, o Sesc Paraná recebeu o primeiro lugar entre as grandes empresas com seu Programa de Saúde Mental e Bem-Estar. A Unimed Curitiba conquistou a segunda colocação com um projeto de integração entre pessoas, cultura e resultados, enquanto a American Glass ficou em terceiro lugar com o People App, ferramenta de governança digital aplicada à gestão de pessoas.

Entre as pequenas e médias organizações, o primeiro lugar em Excelência Organizacional ficou com o projeto Lean RH — Eficiência que gera valor na gestão de pessoas, apresentado por Lucineia dos Santos. A Lojacorr recebeu o segundo lugar com o Atletas da Proteção, que utiliza gamificação para promover saúde e bem-estar. A Perkons voltou a aparecer entre os reconhecidos, desta vez em terceiro lugar, com o programa de inovação e protagonismo dos colaboradores.

ESG ganha espaço com iniciativas voltadas à comunidade e à inclusão

A responsabilidade ambiental, social e de governança também teve destaque na premiação.

Na modalidade ESG para grandes empresas, a DB1 Group Holding conquistou o primeiro lugar com o Pumping Life, projeto de formação técnica e humana para jovens do ensino médio público. A Risotolândia ficou em segundo lugar com o Projeto Nutrir e Educar, e a Tata Consultancy Services do Brasil recebeu o terceiro lugar com o Thackathon Brasil, iniciativa de inovação social e educação.

Entre as pequenas e médias organizações, o Instituto Desenvolve Tamarana foi reconhecido em primeiro lugar com o Retalhos & Carinhos. Cataratas do Iguaçu recebeu a segunda colocação com o projeto Implantação Plurais, voltado à diversidade, equidade e inclusão. O terceiro reconhecimento ficou com o trabalho apresentado por Alexsandra Leticia Floriano Eleutério, sobre ESG como ferramenta de transformação cultural, desenvolvimento humano e sustentabilidade organizacional.

Na classificação destinada ao setor público e terceiro setor, a Sanepar conquistou o primeiro lugar em ESG com o ConViver — O cuidado que inclui, a gestão que transforma. O Tecpar ficou em segundo lugar com uma iniciativa de sistema de gestão ambiental, que contempla gestão climática e engajamento organizacional.

O instituto também recebeu o primeiro lugar na modalidade Desenvolvimento para o setor público e terceiro setor, com o Programa de Apoio ao Empregado Afastado.

Pequenas empresas ganham mais espaço na premiação

Uma das mudanças da 15ª edição foi a ampliação das classificações por porte e natureza das organizações. Nas modalidades Desenvolvimento, Excelência Organizacional e ESG, a premiação passou a diferenciar grandes empresas, pequenas e médias organizações e, quando aplicável, instituições do setor público e terceiro setor.

Segundo Jacqueline Becker, a alteração buscou tornar as avaliações mais equilibradas, permitindo que projetos fossem comparados com iniciativas desenvolvidas em estruturas semelhantes.

“Esse ano a gente abriu em classificação para deixar mais justa essa comparação”, explicou a diretora durante a entrevista à Gazeta do Povo.

A mudança também reforça a mensagem de que boas práticas de RH não dependem necessariamente do tamanho da organização ou de grandes investimentos.

Como exemplo, Jacqueline lembrou de uma pequena empresa reconhecida na edição anterior por implantar uma jornada de trabalho de 40 horas semanais ainda em 2024. A iniciativa foi apresentada ao prêmio depois de demonstrar resultados na prática, antes de o debate sobre mudanças na escala de trabalho ganhar a dimensão atual no país.

Para a diretora, esse é um dos diferenciais da premiação: os projetos precisam ultrapassar a fase de planejamento e demonstrar que as mudanças propostas realmente foram incorporadas à rotina das organizações.

Inovação e desenvolvimento de jovens também foram reconhecidos

Na modalidade Jovem, a Datacoper, da Aliare, conquistou o primeiro lugar entre as grandes empresas com o projeto A Fantástica Fábrica de Competências, voltado ao desenvolvimento de habilidades.

A cerimônia também teve o reconhecimento de profissional de destaque em gestão de pessoas, concedido a Renata Rodrigues, da International School of Curitiba.

Os resultados mostram a diversidade de temas abordados pelas organizações paranaenses, incluindo formação profissional, saúde emocional, inovação, inclusão e melhoria dos processos internos.

Algumas empresas, como Perkons, Unimed Curitiba e Tecpar, receberam reconhecimentos em mais de uma modalidade. Jacqueline explicou que o regulamento permite a participação em diferentes modalidades, embora não autorize a inscrição de vários projetos pela mesma organização dentro de uma única modalidade.

Prêmio quer transformar projetos vencedores em referências para outras empresas

Além de reconhecer as organizações e os profissionais, a ABRH-PR pretende ampliar a divulgação das práticas apresentadas ao prêmio.

Em entrevista à Gazeta do Povo, Jacqueline informou que os projetos deverão ser disponibilizados no site da premiação para consulta de outras empresas e profissionais de RH. Também está sendo considerada a produção de um e-book reunindo as iniciativas, proposta discutida durante a cerimônia.

A intenção é que experiências já testadas possam servir de referência para empresários e gestores interessados em aprimorar seus ambientes de trabalho.

A diretora avalia que o reconhecimento público valoriza o esforço dos profissionais envolvidos e incentiva as organizações a documentar, mensurar e compartilhar os resultados de suas iniciativas.

O crescimento das inscrições e a participação de empresas de diferentes portes também indicam, na avaliação da organização, maior interesse do mercado paranaense em transformar práticas de gestão de pessoas em projetos estruturados.

Ao incentivar a participação na edição de 2027, Jacqueline destacou que uma melhoria considerada simples dentro da empresa pode se tornar uma experiência relevante para outras organizações, especialmente quando proporciona mais saúde, bem-estar e qualidade ao ambiente de trabalho.

Realizada em um congresso cujo tema central foi “O insubstituível: humanidade e liderança em tempos de incerteza”, a premiação reforçou a conexão entre o debate sobre o futuro do trabalho e as iniciativas que já estão sendo colocadas em prática pelas empresas.

Para os organizadores, dar visibilidade a essas experiências é uma forma de estimular a inovação na gestão de pessoas e ampliar o impacto de soluções capazes de beneficiar profissionais, organizações e a sociedade.

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