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1. Um dia, meus amigos, será escrita a história de um país mergulhado nas trevas que acordava às quatro da madrugada para rezar os mistérios do Santo Rosário.
Um dia eu contarei essa história aos meus netos, e espero que eles a contem aos meus bisnetos, e assim por diante, até o final dos tempos.
Um dia nossos irmãos do futuro falarão sobre um frei carmelita que botava mais de um milhão de pessoas para contemplar os mistérios gozosos, luminosos, dolorosos e gloriosos.
2. Confesso que não tem sido fácil. Nos últimos 37 dias, tenho acordado às três e meia da manhã para acompanhar o Rosário do Frei Gilson, e preciso lutar contra o sono e contra as distrações. Graças a Deus, o silêncio da madrugada é nosso aliado nesse combate espiritual. É como diz o profeta Isaías no versículo que o próprio Frei Gilson destacou hoje: “Mas aqueles que contam com o Senhor renovam suas forças; ele dá-lhes asas de águia. Correm sem se cansar, vão para a frente sem se fatigar”.
3. Façamos alguns cálculos. Em média, um milhão de pessoas acompanham o Rosário do Frei Gilson pelo YouTube e 200 mil pelo Instagram; cada Rosário tem 200 Ave-Marias; o Brasil tem 214 milhões de habitantes. Portanto, há pelo menos uma Ave-Maria sendo rezada para cada habitante do nosso país. Lembro que a Ave-Maria, cujo início traz a saudação angélica, é acima de tudo uma oração cristocêntrica: Jesus está exatamente no seu centro, como a afirmar que nada existe em Maria que não aponte para Ele. Imagine a força simultânea dessas palavras que ecoam a Palavra.
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4. Quando eu rezo o Rosário com o Frei Gilson e observo a Sagrada Eucaristia no centro da tela, sinto-me como alguém que está testemunhando um milagre: o milagre do renascimento espiritual de um país, algo que está muito acima de qualquer guerra política.
5. O Rosário de Frei Gilson me faz retroceder na história e voltar à Polônia dos tempos do comunismo, quando as famílias católicas se reuniam silenciosamente em suas casas para celebrar missas clandestinas. Quando o padre não podia estar presente (as prisões de sacerdotes eram frequentes), os fiéis poloneses faziam silêncio no momento da consagração do pão e do vinho. Não por acaso, a padroeira do Brasil e da Polônia — aqui, chamada Nossa Senhora Aparecida; lá, Nossa Senhora de Częstochowa — é uma Virgem Negra. E a libertação da Polônia começou com um padre chamado Karol Wojtila, mais conhecido como São João Paulo II.
6. A cada Pai-Nosso, a cada Ave-Maria, a cada Glória, a cada meditação do Frei Gilson, a cada canção que ele canta entre os terços, entrevejo a presença do Espírito, sobre a qual paira toda nossa esperança. A cada respiração dessa multidão silenciosa de fiéis, parece que estou ouvindo o nome antes impronunciável de Deus, a voz do tetragrama YHWH, como se houvesse um perdão a cada instante, como se o infinito estivesse a realimentar o finito pela eternidade.
7. Esse nosso pequeno e audaz Frei Gilson vem mostrar a cada manhã — e sobretudo nesta Semana Santa — que da maior injustiça de todos os tempos — a tortura e crucificação do Inocente — Deus consegue extrair o maior bem: a salvação para a vida eterna. Escrevam o que estou dizendo, meus irmãos: nosso país será salvo graças ao Rosário.
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