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A liberdade é um direito radical. Coluna semanal

Johann Sebastian Bach e a música como prova da existência de Deus

  • PorPaulo Cruz
  • 16/04/2019 20:54
Bach tocando órgão. Fonte: Wikimedia Commons
Bach tocando órgão. Fonte: Wikimedia Commons| Foto:

“[…] Também não sou da opinião de que, pelo Evangelho, todas as artes devam ser sacrificadas e desaparecer, como pretendem alguns pseudo-espirituais. Na verdade, eu gostaria que todas as artes, particularmente a música, estivessem a serviço daquele que as concedeu e criou. Por isso, eu peço que todo cristão de valor receba isto de bom grado e ajude a promovê-lo, caso Deus lho tenha concedido igualmente ou até mais”. (Martinho Lutero, Prefácio ao Hinário Wittenberguense)

O que é a música? De acordo com o compositor Edgard Varèse, “música é o som organizado”; e, numa definição mais poética, o filósofo H. Wronski disse que a “música é a corporificação da inteligência nos sons”. O neurocientista Daniel J. Levitin, em seu This is your brain on music (publicado no Brasil como A música no seu cérebro), diz que :

Nenhuma cultura humana conhecida, agora ou a qualquer momento, carecia de música. Alguns dos mais antigos artefatos físicos encontrados em locais de escavação humana e proto-humana são instrumentos musicais: flautas de ossos e peles de animais esticadas sobre troncos de árvores para fazer tambores. Sempre que os humanos se reúnem por qualquer motivo, a música está lá: casamentos, funerais, formaturas, homens marchando para a guerra, eventos esportivos, um passeio à noite pela cidade, oração, um jantar romântico, mães balançando seus bebês para niná-los, e universitários estudando com a música como pano de fundo […] Apenas há relativamente pouco tempo em nossa própria cultura, há quinhentos anos, surgiu uma distinção que cortou a sociedade em duas, formando classes separadas de músicos e ouvintes de música. Durante a maior parte do mundo e durante a maior parte da história humana, a produção musical foi uma atividade tão natural quanto respirar e caminhar, e todos participaram.

Música é parte indissociável de todas as culturas, e exerce um poder indescritível sobre os seres humanos (e até alguns animais). Não é à toa que os gregos a incluíram, em suas reflexões sobre a educação, como a primeira coisa a ser ensinada a uma criança. Não qualquer música, mas somente aquela fosse capaz de formar o caráter. Diz Platão, n’A República (401d):

Devemos mais é procurar aqueles dentre os artistas cuja boa natureza habilitou a seguir os vestígios da natureza do belo e do perfeito, a fim de que os jovens, tal como os habitantes de um lugar saudável, tirem proveito de tudo, de onde quer que algo lhes impressione os olhos ou os ouvidos, procedente de obras belas, como uma brisa salutar de regiões sadias, que logo desde a infância, insensivelmente, os tenha levado a imitar, a apreciar e a estar de harmonia com a razão formosa.

Aristóteles corrobora a ideia de Platão, quando diz, na sua obra A Política (1341a), que “relativamente à educação […] importa usar melodias éticas e harmonias da mesma espécie”.

A Música, juntamente à Aritmética, à Geometria e à Cosmologia, é parte do Quadrivium, o segundo ciclo das artes liberais, célebre sistema de educação que vigorou até a Idade Média, responsável por educar algumas das mentes mais brilhantes da humanidade. Portanto, longe de ser somente entretenimento, a música guarda em seus elementos – ritmo, harmonia, melodia e timbre – forças capazes de despertar nossos sentimentos, mas também nossa imaginação e inteligência. Como diz Oliver Sacks, em Alucinações musicais, “ouvir música não é apenas algo auditivo e emocional, é também motor. ‘Ouvimos música com nossos músculos’, Nietzsche escreveu. Acompanhamos o ritmo da música, involuntariamente, mesmo se não estivermos prestando atenção a ela conscientemente, e nosso rosto e postura espelham a ‘narrativa’ da melodia e os pensamentos e sentimentos que ela provoca. […] O fato é que o nosso sistema auditivo, nosso sistema nervoso, é primorosamente sintonizado para a música”.

Ligada à palavra, a música comunica informações, e essa é sua natureza mais remotamente conhecida, pois era o veículo dos mitos; inclusive, a preocupação de Platão não estava somente ligada aos ritmos e melodias das composições – rejeitando “os lamentos e gemidos”, e privilegiando o “que for capaz de imitar convenientemente a voz e as inflexões de um homem valente na guerra e em toda a ação violenta, ainda que seja mal sucedido e caminhe para os ferimentos ou para a morte, ou incorra em qualquer outra desgraça, e em todas estas circunstâncias se defenda da sorte com ordem e com energia”, e “aquele que se encontra em atos pacíficos, não violentos, mas voluntários, que usa do rogo e da persuasão, ou por meio da prece aos deuses, ou pelos seus ensinamentos e admoestações aos homens, ou, pelo contrário, se submete aos outros quando lhe pedem, o ensinam ou o persuadem, e, tendo assim procedido a seu gosto sem sobranceria, se comporta com bom senso e moderação em todas estas circunstâncias, satisfeito com o que lhe sucede”. Platão estava preocupado com o tipo de mensagem que seria transmitida na educação das crianças. Para ele era preciso “vigiar os autores de fábulas, e selecionar as que forem boas, e proscrever as más”.

E, diante do exposto, creio que ninguém foi maior nesse intento do que o magnífico Johann Sebastian Bach, que, como diz Otto Maria Carpeaux, em O livro de ouro da história da música: “como nenhum outro filho espiritual de Lutero soube ‘sincronizar’ os dois mundos: este e o outro. A harmonia perfeita entre os dois afigurava-se-lhe garantida pelas regras do contraponto, que são as mesmas na terra e no céu. A vida aqui embaixo e ali e cima constituem, sem interrupções, uma fuga perfeita. A lei da existência física e espiritual de Bach é a polifonia”.

Bach nasceu em Eisenach, em 21 de março de 1685, filho do violinista Johann Ambrosius Bach (1645-1695) e de Maria Elisabetha Lämmerhirt (1644-1694). Tendo nascido numa família luterana tradicional de músicos – o mais antigo deles, Veit Bach (1545-1578) –, seguiu, juntamente com três dos sete irmãos, a carreira de músico profissional. Bem cedo já demonstrava um talento bastante peculiar, tendo se tornado um multi-instrumentista bastante habilidoso. Aos nove anos perdeu a mãe e, menos de um ano depois, o pai, o que lhe infunde a melancolia e uma espécie de nostalgia da morte que o acompanhará por toda a vida. Fica sob a tutela do irmão mais velho, Johann Christoph, organista da igreja de Ohrdruf, que assume a tarefa do pai, de ensinar música ao pequeno Johann Sebastian. Nessa época, já trabalhava como cantor – era um excelente soprano – e estudava com grande destaque na escola, tendo se formado precocemente e com excelentes notas, principalmente em latim. Aos quinze anos perde sua voz de soprano, mas consegue um emprego de violinista e violista da Igreja de São Miguel, onde cantava. Depois se muda para Celle com o cargo de violinista e organista da corte do duque Georg Wilhelm. Após deixar a corte, passa a viajar e conhecer músicos célebres de seu tempo; também passa dois anos na universidade St. Michaelis, em Lüneburg. Em 1703, morre seu irmão Johann Christoph, e Sebastian tenta assumir o seu cargo na igreja de Eisenach, mas foi considerado muito jovem para o posto, sendo admitido para o cargo de violinista.

Após ser admitido como organista na igreja de Arnstadt, casa-se com Maria Barbara Bach, que era cantora no coro da mesma igreja, em 17 de outubro de 1707. Muda-se para Mühlhausen e, depois, Weimar, onde se estabelece como organista e violonista da corte do duque Wilhelm Ernst até 1717, quando muda-se para Köthen, admitido como diretor musical do príncipe Leopoldo, com um excelente salário. Foi ali que compôs o primeiro livro de O Cravo Bem Temperado e os Concertos de Brandenburgo.

Em 07 de julho de 1720 morre, inesperadamente, Maria Barbara, causando profunda tristeza em Johann Sebastian Bach, pois estava fora e não pode despedir-se. Dos sete filhos, quatro sobreviveram e foram acolhidos, em 3 de dezembro de 1721, pela segunda esposa de seu pai, Ana Madalena Wilcken, que se tornou famosa ao ser publicada o livro cuja autoria seria sua: Pequena Crônica de Ana Madalena Bach, publicado no Brasil como A vida de Bach, uma biografia íntima e extremamente comovente do grande compositor, seu marido. No entanto, o fato é que a autora desta biografia, na verdade, é Esther Meynell, organista e escritora, e trata-se de um romance biográfico. Meynell publicou anonimamente, enganando a todos – inclusive este que vos escreve.

O casamento com Ana Madalena, que era cantora e cravista, foi cheio de felicidade. Teve com ela treze filhos, dos quais, sete não sobreviveram à infância. O interesse comum pela música fez com que Bach compusesse para ela vários exercícios e canções para voz e teclado, além de composições de terceiros, e que estão reunidos no volume Pequeno Livro de Anna Magdalena Bach. Na biografia – infelizmente, diga-se – escrita por Esther Meynell, o casal vive uma vida muito feliz, cercada pelos filhos e por muito trabalho. Segundo diz o texto, Bach, que era 16 anos mais velho que ela, era um homem movido pelo trabalho, austero, porém muito bem humorado, para quem o tempo era um bem precioso de Deus e não deveria ser desperdiçado:

Por minha parte nunca o vi desocupado, a não ser quando saboreava um pequeno cachimbo, e apesar de não me ser agradável o cheio do tabaco, alegrava-me cada vez que o via entregar-se a esse singular prazer […] “O tempo – tinha o costume de dizer – é um dos dons mais preciosos de Deus; um dia teremos de dar conta dele diante de Seu Trono”. Dia após dia ensinava, compunha, tocava órgão, cravo, violeta e outros instrumentos. Dedicava-se depois à educação da família, e, se lhe restava alguma hora de ócio, lia as obras que a pouco e pouco fôra reunindo.

Também dedicava especial atenção aos filhos, que tiveram uma educação exemplar: “muito paternal, Sebastião pensava constantemente em seus filhos, trabalhava no interesse deles e ocupava-se de sua educação. Era mais ambicioso por eles do que por si mesmo”.

Em 1723, Bach realiza um desejo de infância, trabalhar em Leipzig. Toma posse em 1 de junho, como professor, organista e músico responsável pelo cora da Igreja de Santo Tomás. Um detalhe: o primeiro item de seu contrato diz: “Estimular os alunos, por meio do bom exemplo, a viver e comportar-se sábia e modestamente”; ou seja, o professor é, sempre, um educador que educa pelo exemplo.

Foi em Leipzig que compôs suas maiores obras: A Grande Missa em Si bemol, a Paixão Segundo São João, e a maior obra musical já realizada pelo homem: a monumental Paixão Segundo São Mateus. E é sobre esta última que quero falar, pois, no último dia 11 de abril, estive na Sala São Paulo, realizando o sonho de assistir, ao vivo, a apresentação dessa obra magnífica, com a Osesp, os coros adultos e infantil da Osesp, e regência de Nathalie Stutzmann.

Foi simplesmente espetacular! A Osesp, mais uma vez, provou que é uma das grandes orquestras do mundo, capaz de reproduzir toda complexidade das grandes composições da música erudita. Tenho minha predileção por regentes (como expus em meu artigo sobre Mahler, aqui nesta Gazeta do Povo), e Nathalie Stutzmann, que eu não conhecia, foi uma belíssima surpresa. Soube conduzir a orquestra com graciosidade e energia, de acordo com as grandes exigências da partitura, transmitindo a nós, que assistimos, toda emoção da obra. Incomodou-me um pouco o modo como a platéia irrompeu em palmas no instante seguinte ao final, quebrando todo clima reverente (e triste) com o qual a obra termina, com os versos:

Wir setzen uns mit Tränen nieder / Und rufen dir / im Grabe zu: / Ruhe sanfte, sanfte ruh’!
[Nos sentamos no chão com lágrimas / e chamamos por ti / diante de teu túmulo: / descanse em paz, em paz descanse!]

Fora isso – chatice minha, confesso – a experiência foi sublime.

Bach iniciou a composição dessa Paixão ainda em Köthen, e terminou em Leipzig, apresentando-a na Sexta-Feira Santa, em 1729. Após a sua morte, Bach foi praticamente esquecido, tendo sido “ressuscitado” por meio da apresentação dessa Paixão, em 1826, regida por Felix Mendelssohn, que fez com que a música de Bach fosse redescoberta.

Essa obra retrata toda a piedade e todo amor de Bach por Deus, de modo que é impossível ouvirmos sem termos a certeza de que Ele existe. Como diz Emil Cioran: “Quando ouvimos Bach, vemos Deus nascer. Seu trabalho é gerador de divindade. Depois de um oratório, uma cantata ou uma ‘Paixão’, ele tem de existir. Caso contrário, todo o trabalho do Cantor seria uma ilusão dolorosa… E pensar que tantos teólogos e filósofos perderam dias e noites procurando provas da existência de Deus, esquecendo-se da única…”. É impressionante a presença divina que essa obra transborda. O modo como inicia – e que me levou às lágrimas ao primeiro acorde – é algo como estar no Sinai e ver Deus face a face. O sentimento de reverência que nos invade – e creio que até um ateu percebe estar diante de algo sobrenatural – é mais contundente que o belo esforço do grande Anselmo de Cantuária e seu Proslógio ou mesmo Santo Tomás na Suma Teológica. Hector Berlioz, um dos grandes compositores do século 19, disse:

Ouvindo a música da Paixão Segundo São Mateus, testemunhei o respeito, a atenção, a piedade com que o auditório alemão escutava essa composição para nela acreditar. Acompanhava todas as palavras do texto num silêncio e recolhimento profundos. Nem censura nem aplauso. Devoção e recolhimento. Um herege talvez se convertesse ouvindo Bach, porque ‘Bach é Bach’, como disse Beethoven, e eu vos diria, como Deus é Deus.

A ária mais conhecida, Erbarme Dich (Tende piedade) é um dos momentos mais intimistas e emocionantes da obra. A gravação mais célebre foi realizada por Julia Hamari, sob a regência de Karl Richter, em 1971, com a Orquestra de Munique – para mim, a melhor gravação de todas, cujo andamento, mais lento, permite uma introspecção profunda. (Está no youtube). Outros momentos marcantes para mim, além do início, são o coro O Mensch, bewein dein Sünde groß, a ária masculina Mache Dich, Mein Herze e o coro final Wir setzen uns mit Tränen nieder.

Karl Geiringer, um de seus biógrafos, diz que “a Paixão Segundo São Mateus representa o clímax de Bach para a música protestante. Sua própria concepção da importância da obra é claramente revelada na primorosa partitura que dela fez para uma audição subsequente, uma partitura que é única mesmo entre seus muitos e belos manuscritos. Bach trabalhou nela com régua e compasso, e usou tinta vermelha para as falar (recitativo) do Evangelista, a fim de distinguir a mensagem divina do resto do texto”. Em relação a outra de sua Paixões que sobreviveu – supõem-se que ele tenha escrito cinco – a de São João, fica evidente que ela exibe um Cristo, digamos, mais divino, distante, enquanto na de São Mateus temos um Cristo mais humanizado, como o servo sofredor.

Não há, em termos musicais, nada maior que essa Paixão. Ela segue exatamente o conselho de Lutero (que também era músico) que está na epígrafe deste artigo; trata-se de um testemunho vivo de Cristo em forma de música, de uma catedral sonora na qual adentramos, de joelhos, em reverência ao sacrifício na Cruz – que, aliás, é lembrado por toda Cristandade (sobretudo a Católica e a Luterana) nesta semana. Se, de acordo com os antigos, a música é mesmo capaz de nos formar o nosso caráter – a nossa imaginação moral – essa Paixão é, nas palavras de Carpeaux, “como uma mensagem que nos chega de um outro mundo que, por misericórdia, se digna a falar a nossa língua”. Ou, como o seu não menos nobre conterrâneo, o poeta J. W. Goethe: “Deus concentrou toda harmonia em Bach. Sua música chega aos ouvidos, via diretamente ao coração e absorve todos os sentidos”.

Johann Sebastian Bach foi um compositor muito prolífico; há, atualmente, catalogadas, mais de mil obras, dentre elas, a Grande Missa já citada, as duas Paixões, o insuperável Cravo Bem Temperado, as Variações Goldberg e as sublimes Suites para Violoncelo. Sua obra para órgão é impressionante (as melhores gravações, em minha opinião, são do virtuosíssimo Helmut Walcha, o organista cego). Compôs mais de 300 cantatas, das quais aproximadamente 200 sobreviveram. Bach morreu em 28 de julho de 1750, após ter ficado cego. Seus filhos Wilhelm Friedemann e Carl Philipp Emanuel, da primeira esposa, e Gottfried Heinrich , Johann Christoph Friedrich e Johann Christian, da segunda, se tornaram músicos talentosos. No entanto, não ajudaram a madrasta/mãe, que passou a viver com muitas dificuldades, até morrer, como indigente, em 22 de fevereiro de 1760.

Não é por mera casualidade que Johann Sebastian Bach é considerado o Quinto Evangelista. E nada melhor que a música para transmitir, como diz J. R. R. Tolkien, a maior eucatástrofe (a boa catástrofe, a virada jubilosa) da história humana: o Evangelho.

Ps.: Meu coração está em Paris, em prantos diante da Catedral de Notre-Dame. Que Deus tenha misericórdia de nossa civilização.

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