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Nesta semana, rumores sobre uma nova paralisação de caminhoneiros levaram o governo federal a anunciar medidas para garantir o cumprimento dos pisos mínimos da tabela de frete do transporte rodoviário de cargas no Brasil. O Ministério dos Transportes também informou que tem identificado e multado infratores que descumprem os valores estabelecidos.
No entanto, apenas isso não resolve a questão do frete no país. Hoje, temos um sistema problemático e um modelo adotado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que já não reflete a realidade do transporte de cargas em nossas estradas.
Nós, da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), emitimos uma nota oficial com os cuidados que consideramos necessários em relação a esse tema, a fim de evitar prejuízos aos produtores rurais e aos consumidores brasileiros neste momento de incerteza no país.
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Nota oficial
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) tem acompanhado esse tema de perto. Em ofícios enviados ainda em 2025 aos ministérios da Agricultura, dos Transportes, da Fazenda e à Casa Civil, foi solicitada a abertura de um diálogo técnico para revisar a metodologia da tabela de frete.
Hoje, há um entendimento claro no setor agropecuário de que o modelo adotado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) não reflete a realidade do transporte no país, ao desconsiderar fatores essenciais como diferenças regionais, frete de retorno, diversidade de cargas e o perfil da frota, o que acaba gerando distorções relevantes e desalinhadas com a prática de mercado. Dessa forma, esclarece:
O cenário provoca aumento artificial dos custos logísticos, perda de eficiência nas cadeias produtivas e impacto direto na competitividade do agro, especialmente em setores de grande volume e margem mais apertada.
A FPA defende ainda a transparência e a fiscalização permanente da tabela de frete, dentro de parâmetros que estejam alinhados às condições reais de mercado. A forma adotada, por meio de sistemas eletrônicos sem clareza dos critérios utilizados e das margens de tolerância, também precisa ser ajustada.
O transporte rodoviário está diretamente pressionado pelo custo do diesel, que representa uma das maiores parcelas do frete e tem sofrido oscilações relevantes por influência do cenário internacional, especialmente no Oriente Médio. É fundamental que o governo federal avance em uma política de transição energética mais previsível e eficaz, capaz de reduzir a volatilidade e dar estabilidade à cadeia logística.
A FPA defende medidas urgentes de revisão do percentual de mistura obrigatória do biodiesel, o chamado B17, como forma de contribuir para maior previsibilidade e equilíbrio no custo energético e logístico brasileiro.
Frente Parlamentar da Agropecuária.








