i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?

Pedro Menezes

Foto de perfil de Pedro Menezes
Ver perfil
Economia

Armínio tem razão: em defesa do tripé 2.0

  • Por Pedro Menezes
  • 23/09/2019 22:24
Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central no governo FHC, foi criador do tripé macroeconômico.
Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central no governo FHC, foi criador do tripé macroeconômico.| Foto: José Cruz/Agência Brasil

O ano de 1999 é crucial na história econômica brasileira. Sua importância pode ser comparada, sem muitos exageros, a 1994, ano do Plano Real. Até porque, embora muito bem desenhado, o Real tinha uma falha fatal: a taxa de câmbio administrada, quase fixa, cuja sustentabilidade sempre foi vista com ceticismo.

Em 1999, os críticos mostraram que tinham razão. Para manter uma paridade cambial insustentável, o Banco Central já havia queimado boa parte das suas reservas. Quem era vivo na época pode até não entender o que são reservas cambiais do BC, mas certamente lembra do quão duro foi aquele ano.

Do dia para a noite, pela falta de alternativas viáveis na mesa, a taxa de câmbio deixou de ser administrada, passando a flutuar. O dólar, sem surpresa, disparou. Como parte importante da dívida pública era dolarizada, a dívida também disparou, num processo similar ao que ocorre na Argentina hoje. As expectativas de inflação chegavam a 50% ao ano.

Se aquele cenário se concretizasse, é provável que a maioria dos contratos fossem reindexados, como ocorria nos tempos de hiperinflação. Neste caso, o Brasil seria muito diferente do que é. Hoje, uma inflação de 10% não é vista como normal pelo brasileiro médio. Nem sempre foi assim.

Em parceria com o então ministro Pedro Malan, Armínio Fraga assumiu o Banco Central para comandar a implementação do tripé macroeconômico. Em meio a bombas externas e internas, os primeiros anos daquela política não foram os melhores.

A esquerda foi extremamente cruel com Armínio, recusando-se a ver o ganho de longo prazo do que foi feito ali. Boa parte do crédito político do tripé ficou com Lula. Mas não há homenagem maior do que o teste do tempo. Antonio Palocci, primeiro ministro de Lula, nunca negou sua admiração pelo banqueiro central do segundo governo FHC. Quando Dilma Rousseff tentou substituir o tripé pela tal Nova Matriz Econômica, o fracasso foi tão estrondoso que a própria Dilma teve que voltar atrás. Hoje, a política macroeconômica brasileira segue com as três pernas de 1999: regra fiscal, metas de inflação e câmbio flutuante. Os resultados são notáveis.

Recentemente, Armínio tem surpreendido com a defesa de duas causas pouco associadas ao liberalismo econômico que lhe é habitual: justiça social e meio ambiente. Não deveriam ser tão pouco associadas, ainda mais no país de José Guilherme Merquior, mas isso é assunto para outra coluna. O próprio Armínio Fraga já escreveu artigos acadêmicos sobre desigualdade no passado, como lembrou o sempre preciso Leo Monasterio.

A incompatibilidade ideológica entre liberalismo, combate à desigualdade e proteção do meio ambiente simplesmente não existe. Tanto que Armínio, grande liberal, não abandonou suas ideias para a economia brasileira. O que ele diz hoje, como em 1999, não é popular, não é necessariamente o que o eleitor médio quer ouvir. Mas é o que o Brasil precisa.

Trata-se, em grande medida, de um novo tripé, mais amplo. O tripé de 1999 regia a política fiscal, monetária e cambial. Aquele que chamo aqui de tripé 2.0, esboçado nas últimas entrevistas e colunas de Armínio Fraga, delineia três prioridades gerais para o Estado brasileiro. Vai, portanto, muito além da macroeconomia.

A primeira perna do tripé já é defendida, ao menos em parte, pelo governo Bolsonaro: economia de mercado, modernização das institucionais nacionais, desburocratização, flexibilidade para o governo na gestão do orçamento, reformas, reformas e mais reformas que permitam um crescimento acelerado no longo prazo. Essa agenda deve ser vista com profundidade, como uma quebra definitiva do Estado cartorial brasileiro, incluindo aí a revisão da estabilidade funcional e demais benefícios impróprios desfrutados por servidores públicos.

Esta primeira perna não é muita novidade para o leitor. É o que eu defendo, é o que o editorial desta Gazeta defende e acredito que muitos dos nossos assinantes também. As outras duas pernas são igualmente importantes, mas não parecem estar entre as prioridades do governo.

Armínio tem razão quando diz que a desigualdade favorece populismos. Muitos governistas se chatearam com a afirmação, imaginando que ele se referia apenas a Bolsonaro. O populismo petista, porém, também é reforçado pela alta desigualdade. Quando o poder econômico é concentrado, é mais provável que as elites consigam cooptar o poder político.

A agenda de justiça social não começa nem termina na desigualdade. O combate à pobreza certamente é mais relevante, mas a desconcentração da renda tem uma importância à parte, que não pode ser desprezada.

Neste campo, um dos maiores tabus que vem sendo quebrados por Armínio é a tributação da renda e dividendos, acompanhada de desoneração dos impostos que incidem sobre a população mais pobre. É incomum ver o dono de um dos maiores fundos de investimento do país defendendo esse tipo de pauta.

Também há espaço para avançar na prestação de serviços de saúde, expansão da educação na primeira infância e novas políticas como o Bolsa Família. Aqui, não há necessariamente uma ruptura com a agenda liberal. Uma elevação dos impostos de renda não precisa significar uma carga tributária maior, caso outros tributos sejam eliminados. Da mesma forma, reformas na saúde e educação poderiam levar a maior eficiência do gasto, sem aumentá-lo de forma significativa. Gastos adicionais poderiam vir da eliminação de despesas menos úteis para a sociedade.

No passado, alguns economistas viam a existência de um dilema entre crescer mais e redistribuir mais. A cada novo estudo, desigualdade e crescimento passam a ser vistos como complementares, que se beneficiam mutuamente. Marcos Mendes, pesquisador do Insper e integrante da equipe econômica do governo Temer, é bastante convincente no livro “Por que o Brasil cresce pouco?”, que associa nossa alta desigualdade à desorganização das contas públicas nacionais e, consequentemente, aos gargalos que impedem um crescimento mais acelerado do PIB.

O mesmo fenômeno vem acontecendo com a terceira perna: o meio ambiente. Tyler Cowen, um grande economista liberal, é mais um dos muitos que hoje veem a sustentabilidade como amiga do PIB, ao invés de inimiga. Essa abordagem é especialmente importante para o Brasil, que costuma figurar entre os países que mais se prejudicam nas estimações sobre custos futuros do aquecimento global. A perda de áreas agriculturáveis pode ser devastadora para o setor mais vibrante da nossa economia.

A mudança no debate é visível também entre intelectuais conservadores. No livro “Filosofia Verde”, Roger Scruton cita a proteção das gerações seguintes e a própria etimologia da palavra “conservadorismo” para defender uma agenda de proteção ao meio ambiente. O mesmo Scruton é enfático ao rejeitar soluções globais, pedindo que os conservadores se importem com o assunto antes que a soberania das suas nações seja ameaçada.

Para esta perna do tripé 2.0, Armínio propõe três metas ambiciosas: desmatamento negativo (reflorestamento), despoluição das águas (nossos fétidos rios urbanos agradecem) e busca por novas práticas na produção de alimentos.

É fácil achar quem apoie uma ou duas pernas do tripé 2.0, mas raramente todas são bem vistas pela mesma pessoa. Como em 1999, pode não ser a pauta mais popular, mas é a melhor visão em circulação no mercado de ideias brasileiro. Quando sairmos do atual tiroteio político, a gente deveria escutar o que Armínio Fraga tem a dizer. Da última vez, valeu a pena.

15 COMENTÁRIOSDeixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 15 ]

Máximo 700 caracteres [0]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Termos de Uso.

  • M

    Mário Barboza

    ± 16 dias

    Lá em Bela Vista-MS eu já ouvia falar desse do terceiro triplé e lá desde criança a gente aprendeu preservar os açudes, as matas e rios... E temos até um bairro de nome Água Doce, vai ver que o Arminio Fraga andou visitando minha querida terra natal! Só pode! Pedro, é brincadeira né? Atribuir ao Arminio Fraga a defesa do meio ambiente!

    Denunciar abuso

    A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

    Qual é o problema nesse comentário?

    Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

    Confira os Termos de Uso

    • Máximo 700 caracteres [0]

  • E

    Emerson Luís

    ± 16 dias

    "A incompatibilidade ideológica entre liberalismo, combate à desigualdade ... não existe. " - Depende de qual "igualdade" você está falando: (1) igualdade material, (2) igualdade de oportunidades ou (3) igualdade formal [perante a lei, isonomia]. Só a terceira é realmente compatível com o genuíno liberalismo.

    Denunciar abuso

    A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

    Qual é o problema nesse comentário?

    Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

    Confira os Termos de Uso

    • Máximo 700 caracteres [0]

  • C

    CARLOS FELIX

    ± 16 dias

    É a turma do FHC querendo palanque , outra vez ! milagreiros de plantão . Salvam sempre os próprios negócios e fazem prosperar o dos financiadores. Depois fundam bancos, corretoras, e consultorias. É o mesmo bando de sempre. Deixem o governo trabalhar para retirar a rede da dependência sobre tudo aquilo que vocês criaram.

    Denunciar abuso

    A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

    Qual é o problema nesse comentário?

    Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

    Confira os Termos de Uso

    • Máximo 700 caracteres [0]

  • J

    Joviana Cavaliere Lorentz

    ± 16 dias

    É piada? As metas do terceiro tripé jpfazem parte do ideário da ecologia há mais de seis décadas e você quer atribuí-lo ao Arminio? O que deixou quebrar cidades inteiras do Sul e de Minas atribuindo a incompetência dos empresários? Os que tiveram que se virar nos trinta com um dólar que foi de 4 para 0,90? Com vendas já feitas e recebendo menos de 1/4 do preço? É esse cara em que você vai confiar? Depois não reclame. Caráter é coisa que não se encontra à venda.

    Denunciar abuso

    A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

    Qual é o problema nesse comentário?

    Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

    Confira os Termos de Uso

    • Máximo 700 caracteres [0]

  • A

    Admar Luiz

    ± 16 dias

    Como se o agronegócio não estivesse CIENTE disso, né Pedro? Tenho parentes produtores rurais, eles são os maiores defensores do meio ambiente. Pelo simples motivo do que está em jogo: O futuro de sua propriedade e da sua produtividade. Justiça social se faz não com esmolas. Se faz com EDUCAÇÃO de qualidade. Só assim o individuo terá um emprego digno para sustentar-se bem como sua família. Consequentemente dará uma boa educação também aos seus filhos. É isso que dá cidadania e independência. O resto é populismo barato.

    Denunciar abuso

    A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

    Qual é o problema nesse comentário?

    Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

    Confira os Termos de Uso

    • Máximo 700 caracteres [0]

  • V

    Vitor Chvidchenko

    ± 16 dias

    Quanto a uma atitude de proteção responsável e sensata do meio ambiente (sem a histeria irracional da esquerda e das ONGs), eu concordo. Agora, por favor, não me venha falar em "justiça social" - este é o termo mais estúpido que existe. Não existe "justiça social", existe JUSTIÇA - ponto. As leis não podem valer mais ou menos para quem é mais rico ou mais pobre. Você pode até falar em problema de concentração de renda, em resolver a questão da pobreza - aí sim. Agora, "justiça social" é um termo inaceitável, criado pela esquerda demagoga que acha que pobre ou minorias "têm mais direitos". (continua...)

    Denunciar abuso

    A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

    Qual é o problema nesse comentário?

    Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

    Confira os Termos de Uso

    1 Respostas
    • V

      Vitor Chvidchenko

      ± 16 dias

      E para finalizar: continuo acreditando, como já dizia Roberto Campos, que o melhor motor para reduzir a desigualdade social e a concentração de renda é desenvolver a economia de um país. E isso tem que ser feito pelo setor privado. NÃO ACREDITO em economia desenvolvida pelo Estado e nem em "ações afirmativas" estatais para "reduzir a desigualdade". O que funciona, no longo prazo, é o Estado apenas garantir condições para que a economia do setor privado funcione de verdade. O resto é demagogia.

      Denunciar abuso

      A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

      Qual é o problema nesse comentário?

      Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

      Confira os Termos de Uso

    • Máximo 700 caracteres [0]

  • H

    HERMES CARLOS BOLLMANN

    ± 16 dias

    Já Notaram que sempre que tem um NOVO PRESIDENTE, aparece Os Milagreiros de Outrora? QUER O QUE AGORA FRAGA? > Muito facil pegar Carona na ONDA DO MEIO AMBIENTE NÉ? E o Corte de Gastos? não está na sua PLANILHA FURADA? E A Redução do quadro de DE****DOS, SENADORES, VEREADORES, Também Não? e Gastos com Publicidade do Governo, Também Não? E a Redução do Estado Também Não? Ora, Ora, seu Arminio Fraga< tua Tese ESTÁ ULTRAPASSADA, A DÉCADAS< Faz só 25 anos que você foi Ministro, tua època JÁ FOI..... pendura Uma Melancia no Pescoço e de Quebra LEVA O FHC> JUNTO, para saber a quem você PERTENCE....

    Denunciar abuso

    A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

    Qual é o problema nesse comentário?

    Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

    Confira os Termos de Uso

    • Máximo 700 caracteres [0]

  • J

    José Bernardoni Filho

    ± 16 dias

    Concordo com o Armínio Fraga. Só duas observações, por que ele não fala em cortar os subsídios, renúncia fiscal e outros mecanismos de transferência de recursos públicos para o setor privado, como o "Bolsa Empresário" e a execução e pagamento da dívida ativa pelos grandes empresários, entre eles os maiores bancos, do qual ele faz parte.

    Denunciar abuso

    A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

    Qual é o problema nesse comentário?

    Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

    Confira os Termos de Uso

    • Máximo 700 caracteres [0]

  • F

    FRANCISCO BEDUSCHI

    ± 16 dias

    Existe uma lei antiga. Com bons salários aumenta o volume de compra. Com o aumento da demanda aumenta o número de empregos. Com mais gente empregada aumenta a produtividade. Com maior produtividade o mercado satura e aumentam os estoques. Com o estoque crescendo aparece o desemprego. AI O CÍRCULO VICIOSO SE FECHA. Qual a solução?

    Denunciar abuso

    A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

    Qual é o problema nesse comentário?

    Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

    Confira os Termos de Uso

    2 Respostas
    • E

      Emerson Luís

      ± 16 dias

      Esse problema só ocorre quando o Estado interfere na economia estimulando ou protegendo alguns setores. Quando existe liberdade econômica, o próprio livre mercado se corrige e isso não ocorre em larga escala.

      Denunciar abuso

      A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

      Qual é o problema nesse comentário?

      Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

      Confira os Termos de Uso

    • ± 16 dias

      Entendo que o capitalismo possui uma fórmula obsoleta. É estranho declarar isso sem um modelo eficiente que o substitua, mas acredito que as próximas gerações vão descobrir o fim desse círculo vicioso

      Denunciar abuso

      A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

      Qual é o problema nesse comentário?

      Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

      Confira os Termos de Uso

    • Máximo 700 caracteres [0]

  • C

    Cidadão Brasileiro

    ± 16 dias

    "Quando o poder econômico é concentrado, é mais provável que as elites consigam cooptar o poder político." Preciso, pq a cooptação do poder político também ajuda a concentrar o poder econômico. Penso que a redução da capacidade de consumo da classe média aumentará muito o tempo de recuperação. A ideia de aumentar a competitivade e as margens às custas de contratos de trabalho mais baratos, possíveis com a substituição de mão de obra antiga e mais cara por nova disposta a salários e direitos menores após a reforma trabalhista, significa uma massa salarial consumidora menor. Daí menor giro, menor arrecadação. Somente os grandes exportadores podem se dar bem nesse modelo. (cont.)

    Denunciar abuso

    A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

    Qual é o problema nesse comentário?

    Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

    Confira os Termos de Uso

    2 Respostas
    • M

      Matheus Evangelista Rocha Moreira

      ± 16 dias

      O artigo deixa evidente alguns pontos entre eles a desigualdade mas esse nao e o debate mais importante.A desigualdade e uma regra da natureza.Temos habilidades percepcoes muito distintas, temos que debater a pobreza e nao a desigualdade. Quanto ao meio ambiente com propriedade privada podemos evitar algumas externalidades negativas,alem do que com um sistema de precos,lucros e perdas em um mercado a devastacao ambiental teria incentivos para ser contida

      Denunciar abuso

      A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

      Qual é o problema nesse comentário?

      Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

      Confira os Termos de Uso

    • C

      Cidadão Brasileiro

      ± 16 dias

      As pessoas dependem, direta ou indiretamente, de muitos itens importados. Sem a grande exportação de commodities, o câmbio derrapa e perdemos qualidade de vida. Para não depender de poucos mega exportadores, precisamos ajustar a competitividade pela capacidade de gerar maior valor agregado, em produtos e serviços que o resto do mundo compre. Impossível fazer isso sem educação muito forte (os asiáticos sabem o quanto importa a educação). Senão, c/ salários baixos, o consumo tende a ficar nos itens de subsistência. Quem vai querer investir num país assim?

      Denunciar abuso

      A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

      Qual é o problema nesse comentário?

      Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

      Confira os Termos de Uso

    • Máximo 700 caracteres [0]

Fim dos comentários.