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A polêmica, o escândalo, a histeria em torno da expressão popular usada por Neymar para se referir a certa indisposição uterina do árbitro no jogo Santos x Remo (“estar de chico) está levando os Chicos de todas as áreas a mudar seus nomes em solidariedade às mulheres ofendidas. É o caso do meu amigo Chico Escorsim, colunista desta Gazeta do Povo.
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“Não posso compactuar com o machismo estrutural. Por isso, a partir de agora me chamem de Catamênio Escorsim. Ou simplesmente Cata“, me disse o Chico, digo o Catamênio, digo o Cata. Meu amigo e agora ex-Chico de Francisco, não de chiqueiro, não está sozinho nessa campanha pelo fim do tabu menstrual. O cantor e compositor Chico César é outro que decidiu mudar o nome em solidariedade, nas palavras dele, “às vítimas da enxurrada sanguinolenta imposta pelo sistema reprodutivo patriarcal, blá, blá, blá”.
Regras Bento
“Por isso, a partir de hoje, podem me chamar de Paquete César”, declarou ele, usando um termo arcaico para aqueles dias. Paquete César, aliás, aproveitou a ocasião para divulgar seu mais recente trabalho, e cantar: “No corpo a lua faz seu rito,/ chega o paquete, sinal bendito,/ traz cólica, calor, segredo/ e a vida pulsa sem medo”. Por falar nisso, os estúdios Maurício de Souza também divulgaram em nota que, a partir de hoje, já, agora o caipirinha mais querido dos quadrinhos se chamará “Regras Bento”. Então tá.
E é claro, gente. Claro que o esquerdomacho mais famoso do Brasil, Chico Buarque, não poderia ficar de fora desse auê todo. Mas o galã do climatério e compositor ex-misógino de músicas como “Com Açúcar e Com Afeto” e “Feijoada Completa” está em dúvida entre o publicitário “Fluxo Buarque” e o simples e direto “Menstruação Buarque”. Dúvida essa que será esclarecida, se é que algo ainda pode ser esclarecido, com uma votação popular promovida pelo Fantástico.
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