
Pela primeira vez, desde Jackie Kennedy, o mundo espera encontrar na primeira-dama dos Estados Unidos um exemplo de estilo, bom gosto e um grupo de regras a serem seguidas. Nas últimas décadas, o look vovó de Barbara Bush (ignoremos Laura) e os ternos de executiva de W

Michelle e Barack Obama usa um vestido amarelo nesta terça-feira: exemplo de estilo
all Street de Hillary Clinton talvez tenham enterrado de vez a sede mundial por primeiras damas estilosas. O público se voltou para outros personagens, como a Princesa Diana nos anos 90 e, mais recentemente, até para o guarda-roupa hesitante de Carla Bruni, ainda perdida entre a imagem da cantora sexy e a da mulher de um serelepe Sarkozy. Hoje é mesmo um dia de mudanças. Michelle traz de volta o foco dos olhares da moda para a primeira-dama dos Estados Unidos da América, devidamente empossada na edição de janeiro da revista “Vogue” americana, com o endosso da superpoderosa Anna Wintour, editora-chefe da revista mais influente da moda mundial. O currículo glorioso só aumenta a responsabilidade da bela mulher de Barack, cujos looks e comportamento estarão sob o escrutínio dos olhares “fashion” mundo a partir desta terça-feira.
Primeira-dama veste verde e amarelo
Com uma preferência pelas blusas sem mangas – o que traz a imagem de Jackie O. à mente – e pelos cardigãs simples e um jeito de se portar muito próximo ao da americana de classe média, Michelle marca o território feminino no centro do furacão Barack e renova a “vontade de moda” na Casa Branca. Michelle brilha, como no look que veste para a posse do marido, um reluzente tubinho dourado acompanhado por uma túnica coberta por brocados, criado pela cubana radicada em Nova York Isabel Toledo, uma das favoritas de Michelle. A imagem é arrematada por um sapato verde de salto médio, formando uma composição de cores muito familiar para nós, brasileiros: o verde e o amarelo.
A roupa desta terça-feira é um “statement”. Michelle mostra ao mundo sua afinação com os ares de mudanças na Casa Branca. Um look ensolarado assinado rechaça o cenário escuro da crise e ainda cita as extravagantes cores usadas pelas frequentadoras mais tradicionais das igrejas protestantes nos EUA. A nova primeira-dama americana deixa claro para quem ainda nutria alguma dúvida: ela está ao lado, e não atrás, de Obama.



