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Despedidas
| Foto: Arquivo pessoal

Despedidas são meu ponto fraco. Me deixam com a sensação de que deveria voltar atrás. Mas seguir em frente também se faz necessário. É da vida. Hoje estou me despedindo da Pinó e da sua equipe para me lançar mais uma vez ao mar das oportunidades que a vida inventa de nos dar. Desde a primeira edição, em 21 de outubro de 2020, que estreei com a Claudia Silvano, a querida e divertida chefe do Procon estadual, foram inúmeros perfis de pessoas cujas histórias de vida são inspiradoras. Escrever perfis é uma arte que ainda estou aprendendo. Você senta diante da pessoa e lhe faz todo tipo de pergunta para depois resumir tudo dentro do tamanho da página. Se o texto estourar, a editora Flavia Alves manda cortar. Ou pede pra trocar a foto porque a que foi enviada não tem qualidade. Faz parte. E, pelo menos no meu caso, enquanto passo a limpo a vida alheia faço mil outras coisas. Foram dois anos e meio de convivência que levarei para sempre comigo. Ver a revista pronta e, ao folheá-la, ver um conteúdo riquíssimo sobre os mais variados assuntos e com uma edição primorosa é imensamente prazeroso. Estar ao lado de nomes consagrados do jornalismo e de colunistas de peso, é uma honra igualmente imensa para um eterno aprendiz como eu.

Esta é minha segunda despedida da Gazeta do Povo. A primeira foi quando me desliguei do jornal em 2018. Da primeira vez foram quase 18 anos de uma feliz convivência com colegas, chefes e patrões. Após um breve intervalo, recebi um convite da minha amiga fraterna Andrea Sorgenfrei, literalmente a cabeça por trás dos produtos inovadores da Gazeta, para voltar à casa, agora como colunista da Pinó e num outro formato. “Você não vai mais dar notinhas da sociedade. Quero que escreva sobre pessoas”, disse-me ela naquela ligação numa manhã de 2020. Faltava pouco para a revista ser lançada. Embora numa outra condição, voltar a fazer parte da Gazeta do Povo foi das melhores coisas que me aconteceram naquele ano. Afinal, eu mal havia acabado de sair da firma que me tratou bem à beça, com o perdão do auto trocadilho. Cada lugar em que trabalhei me marcou de alguma forma e sempre tive a sorte de sair deles com as portas abertas, mantendo a amizade com ex-colegas, chefes e patrões. Encaro o novo desafio profissional para o qual fui convocado com o mesmo entusiasmo do primeiro emprego e dos demais. Costumo dizer que sou privilegiado por trabalhar com o que gosto desde jovem. Certa vez, menino de tudo, já era locutor na rádio da minha Jacarezinho e isso me dava um certo cartaz com as meninas, para irritação dos colegas do vizinho Colégio Cristo Rei. Até que um dia um deles me perguntou: “Quanto seu pai paga pra você falar na rádio?”, ao que respondi: “Não paga nada. A rádio é que me paga”. Ele retrucou indignado: “Você ainda recebe por isso?”. De lá para cá foram algumas despedidas que, como disse, são meu ponto fraco. Definitivamente elas não fazem parte do meu perfil. Obrigado a todos, principalmente aos caros leitores.

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