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Casamento à distância: difícil, mas possível

O mundo e as relações humanas se tornaram globalizadas através da internet. Assim como é possível estar a negócios em qualquer lugar do planeta, o coração pode ser flechado à distância. Muitas vezes, o cupido não escolhe hora e nem lugar para lançar sua flecha. A cada dia que passa cresce o número de pessoas que mantêm relacionamentos amorosos fora do seu espaço físico.

Quem tem o coração flechado à distância teoricamente está aberto a uma nova relação. Mas, e quando o casal se vê diante de uma situação inesperada e uma das partes não pode acompanhar?

Rogério, 48 anos, executivo e Elisa, 45 anos, empresária, confessam que ficaram muito assustados quando ele foi comunicado que deveria assumir um projeto na Suécia nos próximos três anos. A indicação veio num momento em que ela não pode se ausentar da cidade. O filho mais velho cursando o primeiro ano de Engenharia, a filha prestará vestibular no inicio do próximo ano e o caçula ainda no início do ensino fundamental. Sem contar que sendo ela uma empresária de sucesso na área de alimentos, não poderia se ausentar do seu empreendimento por mais de dez dias. O casal conversou sobre a novidade e concluiu que não seria justo Rogério abrir mão de um sonho. Afinal, foram anos de trabalho árduo, a promoção era justa.

Em março Rogério embarcou. A rotina da família mudou muito. Telefonemas, e-mails, Messenger, webcam para matar as saudades. A alegria do reencontro aconteceu em julho, Estocolmo. “Aproveito os momentos livres para dar mais atenção às atividades diárias: academia, saio com os amigos para um happy-hour, pego um cineminha com os filhos. É importante ocupar o tempo para não ficar pensando bobagens”, diz.

Viver um amor à distância pode ter um lado bom. A rotina, um tormento na vida da maioria dos casais, não existirá. É o que diz Bia, 35 anos, atriz, casada com o empresário Rui, 38 anos. Ela passa a semana no Rio e nos finais de semana volta para casa em Sampa. “Costumo dizer que sou hóspede. Ele cuida muito bem da rotina da casa. Durante a semana ficamos pendurados no telefone. Quando a saudade aperta ele vem ao Rio na quarta-feira a noite e retorna na manhã do dia seguinte. Estamos casados há oito anos e nos damos muito bem. Existe confiança mútua”, conta Bia.

Talvez o maior problema de um romance à distância é o ciúme. Este sentimento, muito comum nas relações, pode ser acentuado com os quilômetros que separam o casal. Mas o que fazer? Simplesmente confiar no parceiro. Essa é a única forma de afastar esse fantasma de um relacionamento. É preciso ter em mente que um relacionamento saudável à distância requer equilíbrio emocional, esforço, bom senso, muita paciência, cuidado com as concessões e estar predisposto a encarar novos desafios.

Casais que namoram à distância garantem que o fim de semana é a pior parte. Enquanto estão longe são obrigados a ver os amigos saindo com os namorados.

O amor é o mais perfeito e completo exercício da vida. E, assim como a vida, ele não vem com o “script” pronto. Temos, a cada dia, a liberdade de escolha, o livre arbítrio. Se você quer que o seu romance dê certo, ame primeiro a si mesmo, a vida, a incrível capacidade que você tem como ser humano, de manifestar amor e, principalmente, de acreditar no amor.

Vale lembrar que ninguém é feliz o tempo todo. A felicidade é feita de pequenos e preciosos momentos. Amar pode dar certo, sim! Desde que se tenha a coragem de amar sem esperar “certificado de garantia”.

E amar à distância pode dar certo, quando se toma a decisão de colecionar momentos felizes a cada reencontro. É importante ser um colecionador de momentos de amor, assim, a chama da paixão se manterá sempre acesa.

Você encararia um casamento à distância?

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