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Casar ou morar junto?

Fazer uma grande festa de casamento ou simplesmente ignorar essa etapa e viver sob o mesmo teto? As convenções familiares ainda interferem na decisão de muitos casais.

Quando já não faz mais sentido cada um no seu canto, surge a dúvida. O que fazer? A decisão deve ser pensada e discutida pelo casal.

É melhor casar ou morar junto?

Esta foi a pergunta que 790 pessoas responderam no site da Golden Years. Resultado da enquete: Casar: 53% – Morar junto: 47%

Na prática não há diferença entre casar e morar junto, pois independentemente do tipo de contrato, a união se faz presente nos dois processos.

Enquanto a união estável é uma relação que se estabelece naturalmente, sem formalidade, a união civil é um negócio jurídico, um contrato de casamento, um ato formal. As diferenças entre as formas de união são basicamente quanto ao regime de bens, herança e direito das sucessões.

A escolha pela união estável ou civil depende dos interesses das partes envolvidas, especialmente quando um tem patrimônio e o outro não. Neste caso, um advogado pode dirimir todas as dúvidas e, principalmente, orientar o que é preciso levar em conta na hora de escolher o tipo de união.

Fora as preocupações com as questões legais o casal não pode fugir de uma conversa séria sobre alguns pontos fundamentais, como:

– Definir o que cada um espera do outro
sob o mesmo teto

– Avaliar se você está disposto a
corresponder ao que é esperado

– Ter em mente que ninguém muda ninguém,
evita frustrações

– O respeito à individualidade – como fica
o happy-hour com os amigos e o cineminha
com as amigas

– Reconhecer os próprios limites

– É preciso ter flexibilidade para
compreender algumas esquisitices e
comportamentos do outro

– Como lidar com frustrações,
desapontamentos e discutir a relação
sem colocar o relacionamento em risco

– Estar ciente de que é preciso estar
atento às necessidades do outro

– Não descuidar da aparência, manter o bom
humor e a auto-estima elevada

– Não falar mal do parceiro, com o intuito
de denegrir a sua imagem

– Ter em mente que carinho, honestidade,
respeito e amor são princípios básicos
de qualquer relacionamento

– Respeitar as diferenças

Hoje em dia muitos casais estão optando por morar junto antes de casar. É uma grande oportunidade de aprender a lidar com as questões do dia-a-dia, conhecer melhor o outro, descobrir como é a dinâmica do casal e, principalmente, saber se é isso mesmo que se esperava da vida em comum.

Bia, 27 anos, bióloga, solteira e Ricardo, 31 anos, jornalista, divorciado, moram juntos há três anos. Ainda não casaram por questões financeiras. Se tudo der certo pretendem se casar em maio de 2009.

Em geral as mulheres se sentem mais seguras quando são pedidas em casamento e quando existe um marco inicial, como, por exemplo, uma data marcada para dividir o mesmo teto com ou sem casamento. Assim o casal pode se organizar e escolher onde morar, os móveis, enfim acertar todos os detalhes necessários.

Adepta do estilo tradicional, casamento oficializado e troca de alianças, a família de Patrícia, 32 anos, engenheira, pressionou e bancou uma cerimônia com muito luxo e requinte. “Por nós, iríamos simplesmente morar junto. Para não criar caso, atendemos a vontade de nossos pais”, diz.

Afinal, é melhor casar ou morar junto?

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