Para a maioria das mulheres o sexo continua associado ao amor. O objetivo maior é agradar e dar prazer à pessoa amada. No entanto, a cada dia que passa, um número maior de mulheres decide experimentar a aventura do sexo por uma noite.
Vivemos um momento onde tudo à nossa volta exala sensualidade, onde a mídia em geral convence e induz a viajar ao mundo das maravilhas, do prazer sem fim. A vida moderna, com tantas facilidades, induz ao culto do corpo. Para ser e estar bonita não faltam no mercado: clínicas de estética, cirurgiões plásticos, pílulas da eterna juventude, cremes milagrosos, os shoppings e, estampadas na mídia, as modelos estonteantes que servem de padrão de beleza para malhar quase que compulsivamente por horas a fio.
Na ânsia de conquistar e fisgar um candidato ao casamento idealizado, muitas mulheres malham nas academias para poder deixar à mostra partes do corpo. A maioria se exibe e provoca o desejo dos homens, mas tem intimidade somente com a pessoa amada.
As mulheres estão aprendendo a usar a sensualidade e o poder de sedução como armas para atrair o homem ou os homens que desejar, tanto para manter um relacionamento amoroso ou apenas para chamá-lo de seu por uma noite.
Encontrar um parceiro para fazer e ser feliz pode demorar. Primeiro porque as mulheres estão muito mais exigentes. Segundo porque, nos dias atuais, elas estão priorizando a carreira, os estudos e as viagens, deixando a vida afetiva para mais tarde.
Mas como sobreviver na entressafra? Mais independentes e ousadas, algumas mulheres estão se deixando seduzir pelas relações momentâneas. Nos mesmos moldes masculinos, estão suprindo suas carências afetivas e sexuais em encontros casuais.
Inconscientemente, algumas mulheres até sonham encontrar um amor nessas aventuras. No entanto, como a maioria escolhe o parceiro ocasional pela beleza física, raramente ele corresponde às suas expectativas do homem ideal para um compromisso mais sério.
O sexo de uma noitada pode sim se transformar no sexo de várias noitadas, sem comprometimento emocional. Mas é aí que pode ocorrer um acidente de percurso. O surgimento de um envolvimento, porque a carência sempre atrai relacionamentos insatisfatórios.
Ana Raquel, 27 anos, solteira, publicitária – saiu de um relacionamento de quatro anos muito machucada. O noivo fez um comunicado: estava tirando a aliança porque se apaixonara por uma colega de trabalho. A primeira reação foi imaginar que estava sendo trocada por alguma garota muito jovem. Ficou incrédula quando descobriu que a escolhida é doze anos mais velha do que ele. Chorou, sangrou e se colocou na defensiva. Fechada para o amor.
Passado algum tempo, passou a sair com as amigas. Após ingerir algumas doses a mais, passava a mirar o alvo e partia para o ataque. Os escolhidos eram sempre garotões lindos e sarados. Era sexo por sexo. Quando viajava a trabalho optava por garotos de programa.
A família de Ana Raquel começou a estranhar o seu comportamento. Resolveram investigar. O porteiro do prédio confidenciou que já estava ficando preocupado. Todas as noites ela recebia garotões no apartamento. Pressionada, confidenciou aos pais que estava viciada em sexo sem compromisso. Com o apoio da família foi buscar ajuda terapêutica.
O mundo erotizado de hoje exige que a mulher esteja sempre pronta para o sexo, desde muito cedo. Mas, por que não ir mais devagar? Por que tanta avidez, tanta banalização? A mulher que está em busca de afeto, certamente, não vai sair transando por aí. Quem está a fim de se entregar na primeira noite deve estar preparada para a hipótese de ele não ligar amanhã – nem nunca mais. Muitos homens não somem porque a mulher foi para a cama no primeiro encontro. É que naquele momento não estava a fim de outra coisa.
Cada mulher deve exercitar o seu poder sexual de forma privada e de acordo com os seus princípios morais. É preciso lembrar que pode parecer sedutor viver o sexo apenas como fonte de prazer, no entanto, nada dá mais satisfação e felicidade do que se entregar de corpo e alma a quem conquistou o coração.



