Namoramos durante quatro anos. Raramente nos desentendíamos. Nossa vida era calma, tranqüila e o relacionamento fluía bem. Sempre fomos referência de casal nota 10. Há um mês, sem brigas, muito tranquilamente, ele olhou para mim e disse: “Você é uma mulher maravilhosa, tem um bom coração, é engraçada e divertida, mas não a amo mais… Não me leve a mal. Quero parar por aqui. Não existe outra pessoa, não há nada errado com você, apenas quero ficar sozinho. Neste momento, tenho outros planos. Pretendo cursar uma especialização fora do país, dar um novo rumo à minha carreira profissional. Enfim, quero ficar sozinho. Não me leve a mal, podemos ficar amigos”, finalizou.
Confesso que fiquei chocada. Chorei, argumentei, falei sobre os nossos planos. Não adiantou. Nosso relacionamento era sólido. Ele não mudou de comportamento. Não deu nenhuma pista, nem sinalizou que algo não ia bem. E agora?
Kika – 26 anos
Calma! O fim de um relacionamento abala qualquer um. Ainda mais quando acontece sem ser esperado. Sem brigas. Sem grandes explicações, falta compreensão. O mundo vem abaixo. Conclusão: quem eu quero, não me quer mais… Levar um fora dói, sim! Mas, não é o fim do mundo. Acredite, você vai dar a volta por cima.
Levar um fora após três meses de namoro, após alguns encontros é diferente de uma relação de longa data. Existe a ruptura de um vínculo emocional. São muitas as áreas da vida de ambos que por um bom tempo se entrelaçaram, como amigos comuns e familiares. Quanto maior o envolvimento, mais difícil a aceitação do termino, obviamente, pela parte que não queria romper.
O primeiro passo para superar a desilusão amorosa é cuidar de você para poder, aos poucos, sarar as feridas. Vale chorar, pedir colo, desabafar com alguma amiga ou buscar ajuda terapêutica. Importante: não esconda as suas emoções. Admita que está sofrendo, mas não se entregue. Viva um dia de cada vez. A vida continua…
Cada um reage à sua maneira numa hora dessas. É preciso tomar consciência de que ele foi claro: é definitivo. Costumo dizer que relacionamentos calmos demais são tão nocivos quanto os explosivos. Isso significa que ele, internamente, não estava mais feliz, ou seja, os sentimentos dele já sinalizavam que não conseguiria manter a relação. Não o culpe por isso e muito menos não se culpe. Não permita que tudo isso abale a sua autoestima e nem a sua capacidade de acreditar no ser humano e no amor.
Nesta hora, não caia na armadilha de denegrir a imagem dele. Aceite os fatos, implorar para voltar, fazer cenas de ciúmes, ficar pensando nos bons momentos e olhando fotos, certamente, não ajudará em nada. Guarde no seu coração os bons momentos e aceite a decisão dele. Ao que tudo indica parece que ele foi muito sincero com você.
Todo esse processo é demorado e doído. Mas todo fim traz consigo, também, a perspectiva de um novo começo.
Pense nisso!
E você, caro leitor, tem alguma dica para a Kika?



