Os pára-choques dos caminhões trazem legendas tendo a sogra como tema: “Sogra não é parente. É castigo”; “Sogra boa é a que já morreu”; “Feliz foi Adão, que não teve sogra, nem caminhão”.
Amor e ódio fazem parte dos relacionamentos entre sogras, noras e genros.
Se nem mesmo o relacionamento amoroso mais profundo e o casamento mais feliz podem evitar uma certa porção de sentimentos hostis, pobre das sogras…
Assim como a madrasta as sogras têm fama de inconvenientes, chatas e insuportáveis. Além de sofrer com o rótulo de cobra, cascavel, encrenqueira, intrometida, ainda são obrigadas a ouvir piadinhas.
No entanto, ao contrário da corrente anti-sogra, tem gente que considera a sua como a segunda mãe.
Este é o caso da jornalista Andyra que aonde vai não cansa de elogiar a sogra.
Casada há dez anos com o economista Roberto, jura que foi amor a primeira vista. “Estávamos namorando há apenas um mês quando ele insistiu que fossemos almoçar com a mãe dele”, diz. Já no primeiro encontro o papo fluiu tão bem que trocaram receitas, falaram sobre amenidades e marcaram de ir à praia os três, já no domingo seguinte.
Andyra ficou órfã de pai e mãe aos doze anos. Ela acredita que este fato contribuiu para que logo se apegasse a sogra como uma mãe. Segundo Roberto, além disso, o que também pesou foi o fato da mãe ter tentado uma filha e não ter conseguido. Existe respeito, tolerância e muita cumplicidade.
Antonio César, 55 anos, advogado derrete-se ao falar da sogra. Diz que Dona Zulmira é atenciosa, gentil, amorosa e que ao longo dos trinta anos de convivência, jamais houve algum atrito entre eles.”Ela sempre foi uma mãe para mim e para os meus filhos. Muitas vezes, foi até melhor do que minha própria mãe”, diz.
Para muita gente Andyra e Antônio César são sortudos. Ao contrário deles, querem mais é ver a sogra a quilômetros de distância.
Este é o caso de Everton, casado há 20 anos. Enquanto namorava Bia, a sogra se mostrava encantadora. Servia lanchinho, perguntava como estava a família e nos domingos fazia questão do almoço familiar.
“À partir do casamento ela mudou radicalmente. Fazia me sentir um estranho”,
um intruso. Por diversas vezes escutei críticas às minhas atitudes, dizendo a Bia que éramos rivais, eu a tinha tirado de casa”, resume.
No caso de Dalva, a situação chega a ser engraçada. Diante do filho ela se derretia em elogios à futura nora. Mas, quando estavam sozinhas ela humilhava e destratava Dalva. Dizia que o Pedro era mulherengo, seria um péssimo pai e que como marido seria um zero a esquerda.
Um dia ela cansou das malcriações da “bruxa” e decidiu colocar um ponto final no namoro porque Pedro sempre acreditava na mãe.
Dois meses após a separação Pedro adoeceu seriamente a ponto de ser desenganado pelo médico.
Desesperada, a megera foi bater à porta de Dalva implorando que fosse visitar Pedro, antes que o pior acontecesse. Chorou, pediu perdão de joelhos e garantiu que seria a melhor sogra do mundo, caso seu filho sobrevivesse. Dalva preocupada foi ao encontro de Pedro. Abatido, magro e triste não se conformava com a doença e com a separação.
O médico solicitou novos exames e ficou comprovado que a clínica trocara os exames.
“Hoje a relação mudou bastante, mas ela ainda continua aprontando de vez em quando. Diria que convivemos civilizadamente”, brinca.
Rafael, 25 anos comenta que quanto mais a sogra se intromete no seu relacionamento, mais ele sente vontade de ficar junto da Drika.
Todos sabemos que namoro impedido ou proibido gera mais atração entre o casal. É o chamado “efeito Romeu e Julieta”.
Se você não morre de amores pela sua sogra, sogro, genro ou nora, tente sempre a convivência pacífica, para o bem do seu relacionamento amoroso.



