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Roberto Motta

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A contrarrevolução de Donald Trump

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O presidente dos EUA, Donald Trump, durante coletiva na Casa Branca nesta quinta (19). (Foto: Aaron Schwartz/EFE/EPA)

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A cegueira ideológica e a miopia histórica impedem a compreensão do real significado do segundo governo de Donald Trump. O que está acontecendo diante de nossos olhos é isso: Trump está mudando a natureza do governo americano e confrontando a esquerda de forma inédita, em seus próprios termos – e as ondas de choque dessas mudanças repercutirão por todo o mundo.

Ninguém explicou melhor isso do que o historiador militar e comentarista político Victor Davis Hanson. Segundo ele, Trump não está realizando apenas uma mudança de rumo temporária na política americana. Trata-se de uma mudança estrutural; uma contrarrevolução.

Essa mudança seria comparável à reestruturação do governo americano feita por Franklin Roosevelt na década de 1930. Roosevelt criou o governo gigante, que interfere em tudo e regula a todos. É uma receita socialista. Trump está implantando medidas da mesma magnitude, mas na direção oposta.

Nenhum político moderno impôs tantas derrotas, de tamanha gravidade e em tantas áreas, ao movimento marxista mundial, como Donald Trump

Depois de herdar uma catastrófica política de imigração – se é que ela pode ser chamada de política – Trump fechou a fronteira. Um problema insanável foi resolvido em meses.

Todo o arcabouço marxista de guerra cultural conhecido como DEI – “Diversidade, Equidade e Inclusão” – está sendo desmontado. E o mais importante de tudo: com o reconhecimento da sociedade de que isso é a coisa certa a fazer. As universidades estão corrigindo o rumo e enfrentando o sectarismo e até o terrorismo que tinham se instalado nas salas de aula. Instituições que faziam o trabalho sujo de dominação cultural da esquerda contabilizam uma derrota após a outra.

A impunidade do regime venezuelano foi corrigida com uma única operação de forças especiais. O Irã, que protegia seus crimes contra a humanidade por trás da ameaça de começar a Terceira Guerra Mundial, está prostrado. A ditadura cubana, que dependia de petróleo venezuelano – e, talvez, iraniano – está à beira de um apagão elétrico e político.

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Mas o feito mais importante de Trump é ter confrontado o complexo ideológico-cultural que a esquerda usa para exercer poder mesmo quando perde as eleições. É exatamente o que acontece no Brasil. Usando universidades, mídia, departamentos de recursos humanos e marketing das grandes corporações, agências reguladoras e toda a estrutura burocrática do Estado – principalmente, agora, o Judiciário – a esquerda impõe à maioria dos cidadãos pautas que eles – sejam brasileiros ou americanos – rejeitam. Essa captura – a longa marcha pelas instituições proposta por Gramsci – dá à esquerda o poder de impor suas políticas – imigração descontrolada, DEI, ideologia de gênero, liberação das drogas e soltura de criminosos –, mesmo quando perde as eleições.

O que Trump está fazendo é atacar diretamente esse domínio institucional. Por isso a reação a Trump é tão violenta. Por isso as dezenas de processos criminais e as duas tentativas de assassinato. Por isso o evidente esforço para cooptar vozes da direita e virá-las contra Trump. Quase tudo o que você ouve a respeito de Trump é produzido ou filtrado com esse viés.

Nenhum político moderno impôs tantas derrotas, de tamanha gravidade e em tantas áreas, ao movimento marxista mundial, como Donald Trump.

Quando a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão foi escrita pelos revolucionários franceses em 1789 ela teve como inspiração a Declaração de Independência americana de 1776. Os Estados Unidos da América, com todos os seus defeitos e problemas, continuam representando a maior esperança da humanidade – uma esperança que ganhou fôlego vindo do lugar mais improvável: a determinação de um bilionário de ser, de novo, presidente e tornar a América grande outra vez.

Conteúdo editado por: Jocelaine Santos

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