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Roberto Motta

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Oriente Médio

O erro do terror

Ali Khamenei
Líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, morreu no sábado (28) depois que ataques dos EUA e de Israel atingiram a capital iraniana, Teerã (Foto: EFE/EPA/ABEDIN TAHERKENAREH)

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O massacre de judeus em 7 de outubro de 2023, realizado por terroristas que invadiram Israel a partir da faixa de Gaza, não ficou impune. Os principais responsáveis estão mortos. Toda a liderança do Hamas, do Hezbollah e do Irã – incluindo o próprio aiatolá Khamenei, o sucessor de Khomeini – pagou o preço pela barbárie cometida contra a população de Israel.

Muitos acreditam que o plano dos terroristas do 7 de outubro era realizar um massacre de tamanha brutalidade que levasse Israel a invadir Gaza, como de fato aconteceu. Segundo os cálculos dos estrategistas do terror, essa invasão provocaria uma reação em cadeia no mundo árabe, que radicalizaria sua posição contra Israel. A revolta árabe seria o sinal para que capangas do Irã atacassem Israel simultaneamente em quatro frentes: Hamas em Gaza, Hezbollah ao norte, Houthis no Iêmen e milícias na Síria. O Irã daria o golpe de misericórdia com seu arsenal de mísseis.

Israel não poderia vencer essa guerra, pensaram os terroristas.

Todos esses ataques aconteceram. Mas, ao contrário do que esperavam os planejadores, quando a guerra finalmente começou todos os inimigos de Israel foram humilhados, um a um.

Analistas e especialistas diziam que atacar o Irã deflagraria a Terceira Guerra Mundial. Mas foi necessária apenas uma manhã para que Israel e os EUA conquistassem supremacia aérea

O terrorista que arquitetou o 7 de outubro foi caçado e morto. Toda a liderança do Hamas foi eliminada em operações em Gaza e outros locais, como o Catar. Nenhum deles conseguiu se esconder.

O Hezbollah foi humilhado quando seus pagers explosivos foram acionados, eliminando dezenas de terroristas, em uma das operações de inteligência mais sofisticadas da história, planejada e executada ao longo de anos. Seus líderes foram caçados no Líbano e outros países. Nenhum deles conseguiu se esconder. Na sequência, o exército libanês assumiu papel efetivo no desarmamento e neutralização do Hezbollah.

Na Síria, o ditador herdeiro Bashar al-Assad foi derrubado por rebeldes em questão de dias, quando o apoio que ele recebia do Hezbollah deixou de existir.

No Iêmen, os foguetes dos Houthis foram interceptados, suas bases foram atacadas e sua liderança dizimada.

Por último, o Irã. Analistas e especialistas diziam que atacar o Irã deflagraria a Terceira Guerra Mundial. Mas foi necessária apenas uma manhã para que Israel e os EUA conquistassem supremacia aérea. Os dois países executaram uma operação estratégica de duas fases contra a ditadura iraniana. Na primeira fase, em junho de 2025, sete bombardeiros B-2 com bombas GBU-57 destruíram a infraestrutura de enriquecimento nuclear iraniana, que estava em uma instalação subterrânea de grande profundidade. Na segunda fase, em fevereiro desse ano, quatro bombardeiros B-2 com bombas GBU-31 destruíram a infraestrutura de mísseis balísticos. Primeiro, Israel e EUA eliminaram a possibilidade de os aiatolás desenvolverem uma arma nuclear. Agora, eles estão eliminando a capacidade do Irã de realizar ataques convencionais. Os bombardeiros americanos, que partiram de uma base no Missouri, puderam realizar suas missões com tranquilidade porque, primeiro, a força aérea israelense neutralizou a defesa antiaérea iraniana.

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O líder supremo da teocracia, aiatolá Khamenei, foi morto no seu quartel-general. O comandante da Guarda Revolucionária, o ministro da Defesa e toda a liderança militar sênior foram eliminados. Depois as forças israelenses atacaram uma reunião do Conselho Supremo, enquanto ele se reunia para escolher o sucessor de Khamenei.

Os fanáticos assassinos levaram quarenta anos para construir um regime supostamente intocável, e Israel e EUA levaram pouco mais de um dia para acabar com ele.

É evidente que ninguém sabe o que virá agora. É pouco provável que o resultado da guerra seja a criação de um regime democrático no Irã – essa não é a tradição oriental. Mas o mundo respira aliviado sabendo que os fanáticos que tomaram o poder no Irã não mais terão carta branca para aterrorizar e matar, especialmente utilizando armas nucleares.

O massacre de 7 de outubro de 2023 não ficou impune. Ele ficará registrado como o erro de cálculo mais catastrófico da história do terrorismo.

Conteúdo editado por: Jocelaine Santos

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