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A cassação do mandato de Eder Borges (PP) abriu uma vaga no Conselho de Ética da Câmara Municipal de Curitiba. A vaga, por direito, pertence ao PSD, partido pelo qual Borges foi eleito e que o indicou para o Conselho. E o partido indicou, nesta segunda-feira (13), o vereador Marcio Barros, líder da legenda na Casa, para integrar o Conselho.
Barros era membro suplente do conselho e foi chamado a atuar no caso envolvendo o vereador Renato Freitas (PT), uma vez que Eder Borges era autor de uma das representações que pedia a cassação do mandato de Freitas.
Durante o processo (que foi concluído com a decisão do Conselho pela perda de mandato de Freitas por perturbação de culto religioso e realização de manifestação política no interior de templo religioso) Barros acabou renunciando a sua vaga no Conselho após ter vazado um áudio em que adianta o voto pela cassação de Freitas e sugere pressão sobre a vereadora Noêmia Rocha (MDB) para que também vote pela cassação.
O áudio foi usado pela defesa de Freitas para pedir a suspeição de Barros e tentar anular o processo ético, o que levou o vereador do PSD a renunciar ao Conselho para “não atrapalhar o andamento do processo”. Com o processo contra Freitas concluído no âmbito do Conselho de Ética (a perda do mandato ainda não foi votada em plenário), Barros volta ao Conselho.

Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná, começou a cobrir a política paranaense em 2005, pelo jornal O Estado do Paraná. Desde então passou pelas redações de diversos veículos locais e foi correspondente de veículos nacionais, sempre na cobertura política. Ingressou na Gazeta do Povo em 2020.



