
Coincidência. No dia em que o professor Afronsius pinçava de sua biblioteca Mez da Grippe, livro de Valêncio Xavier, 1998, Companhia da Letras, Beronha, praguejando, não parava de levar o lenço ao nariz:
– Tô mal, está doendo da ponta da orelha até a raiz dos penúltimos fios de cabelo.
Sobre gripe, professor Afronsius aproveitou para lembrar a obra de Valêncio, que pega o período em que o Brasil sofria com o medo de uma epidemia de gripe espanhola, além da ameaça da II Guerra Mundial. Cenário: Curitiba. Combinando com maestria ficção com fatos históricos, intriga o leitor: o relato é verdadeiro ou não?
Já quanto à gripe do nosso anti-herói de plantão, apesar das queixas e lamúrias, ele se declarou tranquilo e satisfeito, até porque anotou uma das receitas caseiras: “beber muitos líquidos”.
– Sim, claro, você está se referindo a água, suco de frutas, sopa…
– Não. Cerveja. Tomo religiosamente, todo o dia, a minha cota. Agora redobrada. Comigo não tem gripe que me leve para a prorrogação ou terceiro turno, nem a tal de grippe do livro.
ENQUANTO ISSO…




