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Lembrando Ternura, o João

Posto dos Correios na Campos Sales quase esquina com Deputado Mario de Barros, Juvevê, Curitiba. Professor Afronsius aguardava a vez. Correspondência AR.
– AR? Espero que não AR-15 – brincou Natureza Morta, lembrando seus tempos de quartel, quando o “pau furado” já não era mosquetão, mas o moderno fuzil AR-15.
– Não. AR – Aviso de recebimento.
Isto posto, contou que, de repente, parou um motoboy. Visivelmente aflito, buscava uma informação:
– Onde fica o Centro Cível?
Passado o espanto, deu as dicas para o motoboy chegar ao Centro Cívico.
– Pegue a direita, mas somente a rua, vá em frente… Etc e tal.

Sem Talher, onde fica?

Aproveitando o gancho, Natureza Morta citou uma breve passagem do fantástico “João Ternura”, livro de Aníbal Machado, Editora José Olympio, 1965. Havia uma rua que era chamada de Sem Talher.
– Ninguém errava o endereço, mesmo se tratando de uma corruptela.
A turma queria, na verdade, chegar à Rua Saint-Hilaire.
– Quem? – interrompeu Beronha.
– Augustin François César Prouvençal de Saint-Hilaire (1779 -1853), um botânico, naturalista e viajante francês que percorreu várias partes do Brasil.
Aproveitando as, segundo ele, “retumbantes, extasiantes e mui acachapantes revelações” de Natureza, nosso anti-herói de plantão solicitou algumas dicas sobre a localização de algumas ruas.
– Manda ver.
– Onde fica a Vinston Xurxil? E a tal de Presidente Valgas?
Depois das necessárias correções e de ser devidamente informado, Beronha respirou aliviado:
– Que bom. Pensava que ficassem lá pelas bandas do tal de, de… como se diz mesmo Botanical Garden

ENQUANTO ISSO…


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