
Para a turma dos quadrinhos, um prato cheio: a Revista de História da Biblioteca Nacional, edição de agosto, dedica quatro (belíssimas) páginas ao Recruta Zero, personagem de Mort Walker. E, no texto assinado pelo professor Marcio Malta, da Universidade Federal Fluminense, cientista político, cartunista e autor de Diretas jaz: o cartunista Henfil e a redemocratização através das cartas da mãe (Muiraquitã, 2012), temos que o famoso Recruta Zero surgiu em 1951. E não era o tal recruta, mas um estudante universitário de nome Beetle Bailey.
Com a Guerra da Coreia (1950-1953), o jovem Beetle Bailey alistou-se e vestiu a farda. “Fardado e antenado”, como frisa o professor, “do belicismo aos movimentos negro e feminista, os principais episódios políticos de sua época influenciaram as tirinhas do Recruta Zero”. Não ficando de fora, por supuesto, a Guerra Fria.
As HQ passadas no quartel Swamp (pântano) fizeram sucesso no Brasil. A década de 1980 foi o período áureo da série.
De fato, tamanho o sucesso que o Bar Luzitano, em Curitiba, passou a ter o seu Tainha. No caso, Édison Araújo, que, um tanto irascível, ganhou o apelido de Tainha. Sem a farda e as divisas do sargento, mas sempre eficiente e durão no trabalho. Caiu como uma luva. E virou figura carimbada no Juvevê. E redondezas.
ENQUANTO ISSO…




