
Não que seja parte diretamente interessada no assunto, muito pelo contrário, até porque gosta mesmo é de viajar em suas leituras, mas o professor Afronsius aguarda a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a questão do porte de drogas para consumo próprio: é crime ou não? A legislação em vigor desde 2006 prevê penalidades para quem portar drogas para seu próprio uso.
Em uma de suas viagens recentes, no caso a edição do mês passado da Revista de História da Biblioteca Nacional, Afronsius voltou no tempo ao topar com o assunto: o texto assinado por Jorge Luz, professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia e autor da dissertação Sonhos da Diamba, Controles do Cotidiano: uma História da Criminalização da Maconha no Brasil Republicado (UFBA, 2012).
A cannabis em 1753
E ficou sabendo que a repressão ao “vício maldito” no país teve início em 1932 com o governo Getúlio Vargas – e continuou nas décadas seguintes, por supuesto.
Mais: cannabis sativa, o nome científico da erva, foi atribuído à planta em 1753, pelo botânico sueco Carl Lineu, mas ela já era conhecida por várias denominações, no Brasil e no exterior. Antes dele, o Carl Lineu, os indianos já a chamavam de bangh ou bangi e, os árabes, de haschich.
Em solo brasileiro
No Brasil, por conta dos povos de língua kimbundo, da África, passaram a ser usados os termos riamba, diamba e liamba. Depois, a erva ficou conhecida por aqui, conforme o professor Jorge Luz, como fumo de Angola, dirijo, tauan, pango, maruamba, marigonga, chá, atchi, birra, fumo brabo, fumo de caboclo e até como macumba.
Ainda do artigo:
– Na primeira metade do século XX, cresceu o interesse de intelectuais pelos usos populares da maconha no Brasil. A cada baforada, um nome.
Em tempo: a edição de julho da RHBN leva o número 118.
ENQUANTO ISSO…




