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O tempo – e a cápsula

Não foi fácil, ainda mais à noite. Frio e chuva. Mas um amigo do professor Afronsius, beirando a casa dos 90 (garante que é a dos 80), conseguiu ir à Baixada para conhecer a Arena, quando do jogo-teste Atlético x Corinthians. Ficou, segundo relato confiável, “deveras impressionado”.

Para um jovem impactado com a proeza, justificou:

– Não poderia perder este momento histórico, já que eu acho um tanto quanto improvável minha presença em Nova Iorque para a abertura da Cápsula do Tempo…

Como se sabe, a Cápsula, que guarda uma camisa do Atlético, está no Museu de História Natural. Lacrada em 2001, será aberta no ano 3000.

O episódio levou professor Afronsius a comentar uma frase atribuída a Charles De Gaulle, mais precisamente sobre a sua longevidade, principalmente política. O general, herói da resistência francesa no início da II Guerra Mundial, teria comentado que gostava de animais. Não muito, porém, de tartaruga:

– Quando a gente toma afeto, elas morrem.

Uma tartaruga, em média, vive 100 anos.

Rumo à eternidade

Foi em 2000. O jornal The New York Times passou a recolher pelo mundo objetos que representassem o que existia de mais simbólico no planeta. Seriam colocados na Cápsula do Tempo, para ser aberta no ano 3000. Em Curitiba (uma das quatro cidades do mundo escolhidas para o trabalho de pesquisa e seleção), o repórter do jornal pegou um táxi. Falou sobre o projeto e perguntou ao motorista Clóvis Gonçalves o que ele gostaria de colocar na cápsula.

– A camisa do meu clube do coração.

Não deu outra: a camisa rubro-negra foi parar lá, única da cápsula, simbolizando o futebol para as novas e futuras gerações.

A diretoria do Atlético não perder a oportunidade: lançou o case Atlético 3000 – Paixão Eterna. Como prêmio pela lembrança, Clóvis ganhou um título de sócio construtor da Arena da Baixada.

ENQUANTO ISSO…

16 maio

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